segunda-feira, 4 de junho de 2018

Espanha e França 2018
Dia 34 (04 de Junho de 2018)
(Sainte Mère Église – Utah Beach – Pointe du Hoc – Colleville sur Mer – Omaha Beach – Port en Bessin Huppain)
Após o pequeno-almoço saímos para visitar um memorial dos paraquedistas que se encontra próximo desta localidade.



O “Parque Memorial La Fiére”, “Parc Mémorial de La Fière”, encontra-se localizado a 3 Km a oeste de Sainte-Mère-Église, na estrada D15, próximo das localidades de “La Fière” e “ Cauquigny”, separadas pelo rio “Merderet”.
Este parque encontra-se localizado num dos principais campos de batalha ocorridos entre os dias 6 a 9 de Junho de 1944 e é dedicado às tropas aerotransportadas americanas que perderam ali a vida.


Um dos locais estratégicos para os paraquedistas era precisamente a tomada da ponte sobre o rio “Merderet” para assim evitarem que reforços de tropas alemãs viessem atacar as tropas aliadas que desembarcassem na praia de “Utah Beach” e desse modo as tropas aliadas pudessem progredir no terreno em direcção ao interior.
Os ataques foram muito violentos, com muitos mortos e feridos mas os soldados paraquedistas conseguiram repelir todos os ataques das tropas alemãs e no dia 9 de Junho conseguiram conquistar a localidade de “ Cauquigny”.
Este memorial é dominado por uma estátua representando um soldado paraquedista americano “Iron Mike”, como uma homenagem grata aos soldados americanos da “Airborne” no “Dia D”.

"Parque Memorial La Fière" em "Sainte-Mère-Église" na
Normandia, França

Estátua "Iron Mike" no "Parque Memoorial La Fière"
em "Sainte-Mère-Église" na Normandia, França

Estátua "Iron Mike" no "Parque Memorial La Fière"
em "Sainte-Mère-Église" na Normandia, França

De um dos lados desta estátua encontra-se um grande livro aberto com o seguinte texto em francês e inglês.
            “Transmitir a memória
              Lembrar que hoje
              Nós vivemos em paz
              A liberdade, a dignidade
              Porque os outros
              Deram a sua vida por nós”.


Do outro lado da estátua encontra-se uma mesa de orientação em bronze, com relevo que mostra as batalhas travadas nessa área durante esses dias de Junho de 1944.
Podemos ainda ver várias placas que evocam e comemoram os 505º e 508º Regimentos de Infantaria da Paraquedistas, o 80º Batalhão Antiaéreo Aerotransportado e o 325º Regimento de Infantaria de Planadores da 82ª Divisão Aerotransportada.
Todos os anos durante as celebrações da “Batalha da Normandia” do dia 6 de Junho de 1944, são ali efectuados vários lançamentos de soldados paraquedistas.
Em seguida fomos começar a nossa visita a uma das praias de desembarque, “Utah Beach”.
A praia de “Utah Beach” em “Sainte-Marie-du-Mont”, é o nome de uma das cinco praias de desembarque que as tropas aliadas na Normandia no dia 6 de Junho de 1944 (Dia D), durante a segunda guerra mundial.
A invasão da Normandia, com o nome de código “Operação Overlord”, tinha como objectivo desembarcar soldados e equipamentos na costa da Normandia, nas praias de “Utah”, “Omaha”, “Gold”, “Juno” e “Sword”.
Com o nome de código “Operação Neptuno” e muitas vezes referido como o “Dia D”, foi a maior invasão por mar da história.
A praia de “Utah Beach”, juntamente com a praia de “Sword” foram incluídas ao plano da invasão apenas em Dezembro de 1943 o que atrasou todo o planeamento da operação em curso em mais um mês de modo a que mais homens e equipamentos pudessem ser movimentados.
Os desembarques na praia de “Utah Beach” foram feitos por tropas americanas e tinham como objectivo principal assegurar uma zona de praia mais ao norte e isolar a entrada da “Península do Cotentin”, evitando que os alemães reforçassem “Cherbourg”, permitindo assim às tropas americanas rapidamente tomar os portos de “Cherbourg”.
O “Dia D” em Utah começou às 01:30 horas, quando as primeiras unidades de tropas paraquedistas (82ª e 101ª Divisões Aerotransportadas dos EUA) foram lançadas com o objetivo principal de capturar a crucial encruzilhada de “Sainte-Mère-Église” e segurar os flancos de desembarque atrás da praia para que a infantaria pudesse avançar rapidamente após desembarcarem. Embora os paraquedistas tenham conquistado seus objetivos com certa facilidade, muitas unidades aerotransportadas foram lançadas longe de seus objetivos e nos lugares errados e não conseguiram se mover para os pontos pré-determinados até o fim do primeiro dia. Na desembarque em si, a infantaria e os tanques americanos vieram em quatro ondas a partir das 06:30 horas e tomaram a praia e as regiões vizinhas rapidamente, sofrendo poucas baixas. Enquanto isso, os engenheiros começaram a limpar os obstáculos e as minas na costa, pouco antes dos reforços serem desembarcados também. Ao fim do primeiro dia de operações, as tropas aliadas haviam capturado apenas metade da área que pretendiam, com várias tropas alemães ainda segurando algumas boas posições defensivas, mas as cabeças de praia estavam completamente seguras.
A 4ª Divisão de infantaria do exército americano desembarcou 21.000 homens em Utah no primeiro dia e sofreram 197 baixas. Cerca de 14.000 soldados paraquedistas Aliados foram lançados e foram eles que sofreram os combates mais intensos, sofrendo 2.500 baixas (entre mortos, feridos ou desaparecidos). Cerca de 700 homens das unidades de engenharia, de tanques e da marinha foram mortos ou feridos por fogo inimigo. As baixas alemãs são desconhecidas, mas presume-se que tenham sido bem altas. A importante cidade de “Cherbourg” foi tomada apenas em 30 de junho, após três semanas de intensos combates. Esta batalha da tomada de “Cherbourg”, chamada de “Bocage” foi muito sangrenta. Antes de recuarem os alemães danificaram todos os portos na costa, atrasando o progresso Aliado. Os portos só voltaram a ficar operacionais em Setembro.

*

Na praia de “Utah Beach” encontram-se vários monumentos alusivos aos desembarques das tropas aliadas.







A "Árvore da Liberdade" na praia de "Utah Beach", na Normandia, França

O restaurante ”Le Roosevelt” que apresenta alguns documentos e objectos expostos da época bem como réplicas de soldados em tamanho real e que se encontram a uma das mesas do restaurante.


O monumento abaixo é dedicado à marinha americana e ao papel que ela teve durante o desembarque. Este monumento representa o símbolo de unidade de três soldados, no mesmo bloco:
            De pé o oficial aponta com o dedo a direcção a seguir e motiva os seus homens;
De joelhos, o marinheiro acaba de completar a sua missão crucial de
desminagem de obstáculos submersos;
Curvado, o artilheiro naval com um “obus” na mão.
Esta magnifica escultura mostra através da expressão dos soldados a sua determinação e coragem da sua participação na libertação da Europa.



Na praia também se encontra o “Museu Landing”, também conhecido como “Museu da Praia de Utah” localizado num antigo bunker alemão e os visitantes poderão admirar um autêntico “Bombardier B-26 e um tanque de guerra anfíbio restaurado bem como armas, uniformes e outros objectos relacionados com a invasão.
Não efectuámos esta visita ao museu.
Em seguida saímos com destino a Pointe du Hoc e pelo caminho vimos o monumento dedicado “Frank Peregory”.


“Frank D. Peregory”, era um sargento técnico do exército dos Estados Unidos que recebeu postumamente a maior condecoração militar dos EUA por bravura em combate, a Medalha de Honra, pelas suas acções durante a segunda guerra mundial.
Em 6 de Junho de 1944 no “Dia D”, desembarque das tropas aliadas na Normandia, desembarcou na praia de “Omaha Beach” a 116ª Divisão de Infantaria do exército dos EUA e do qual fazia parte o sargente técnico “Frank Peregory”.
Dois dias depois, 8 de Junho de 1944, o 3º Batalhão da 116ª Divisão de Infantaria avançava sobre as defesas alemãs em “Grandcamp-Maisy”, França, quando os elementos que iam à frente foram repentinamente dizimados pelo intenso fogo de metralhadora de uma força inimiga firmemente entrincheirada numa elevação com vista para a cidade.
Apesar de numerosas tentativas com fogo de artilharia e de tanques, não foi possível neutralizar a posição do inimigo.
O sargente técnico “Frank Peregory”, por sua iniciativa, apesar do fogo intenso das metralhadoras da força inimiga, subiu a colina e saltou para uma trincheira inimiga conseguindo chegar junto de um pelotão de fuzileiros alemães. De imediato atacou-os com granadas de mão e baioneta, matando 8 soldados e forçou outros 3 a renderem-se. Continuando ao longo da trincheira, ele sozinho forçou a rendição de mais 32 fuzileiros, capturou as metralhadoras e abriu caminho para que os elementos do seu batalhão avançassem e conseguissem o seu objectivo. A extraordinária bravura deste acto permitiu-lhe a mais alta condecoração, a Medalha de Honra.
Em um incidente anterior o sargente técnico “Frank Peregory”, também  recebeu a “Medalha do Soldado” por resgatar outro soldado do afogamento.
Continuámos a viagem até "Pointe-du-Hoc" onde chegámos por volta das 11,00 horas e no parque de estacionamento já se encontravam bastantes autocaravanas e alguns veículos militares.



"Pointe-du-Hoc" é uma protuberância rochosa à beira mar, na costa da Normandia, França, entre as localidades de “Grandcamp-les-Bains” e “Vierville-sur-Mer”, com falésias de cerca de 30 metros de altura.

Vista de "Pointe-du-Hoc" com as sua falésias, na Normandia,
França

Vista de "Poite-du-Hoc" com as suas falésias, na Normandia,
França

Vista de "Pointe-du-Hoc" com as suas falésias, na Normandia,
França

A bateria alemã instalada em “Pointe-du-Hoc” era uma posição de artilharia fortificada, constituída por seis “casamatas” de betão armado, com peças de artilharia “Skoda” de 155mm e um “bunker” de observação. Esta bateria estrategicamente posicionada visava defender as praias que ficaram conhecidas como “Omaha” e “Utah”.
Devido a este motivo esta bateria alemã foi considerada como um dos alvos mais importantes a ser destruídos pelas tropas Aliadas para o “Dia D”.
Antes do desembarque a bateria de “Pointe-du-Hoc” foi fortemente bombardeada pelas tropas aliadas mas mesmo assim permaneceu activa.

"Crateras" abertas no terreno originadas pelos intensos bombardeamentos
efectuados pelas tropas Aliadas na noite anterior ao "Dia D", em
Pointe-du-Hoc, na Normandia, França
A tarefa de silenciar e destruir a bateria foi dada ao 2º Batalhão de Rangers, comandado pelo Tenente-Coronel James Earl Rudder. Estes Rangers, durante o “Dia D” e depois de desembarcarem, escalaram as falésias com mais de 30 metros de altura, utilizando equipamentos de alpinismo, cordas e escadas.
Entretanto os canhões haviam sido removidos para uma posição na rectaguarda, dois dias antes por ordem do Marechal alemão “ Erwin Rommel”. As forças americanas, após tomarem a bateria ali instalada, moveram-se mais para o interior e conseguiram destruir os canhões que se encontravam prontos para serem usados, num pomar a cerca de 550 metros.
Dos 225 Rangers envolvidos neste ataque em “Pointe-du-Hoc” apenas 90 soldados se encontravam em condições de combater quando os reforços chegaram na manhã do dia 8 de Junho.

"Bunker" de observação em "Point-du-Hoc, na
Normandia, França

"casamata" da bateria alemã em "Pointe-du-Hoc", na Normandia,
França

"casamata" da bateria alemã em "Pointe-du-Hoc", na Normandia,
França

Monumento de homenagem ao 2º Batalhão de Rangers
do exército americano, em "Pointe-du-Hoc" na
Normandia, França

Monumento de homenagem ao 2º Batalhão de Rangers do
exército americano, em "Pointe-du-Hoc", na Normandia, França

Monumento de homenagem ao 2º Batalhão de Rangers do
exército americano, em Pointe-du-Hoc", na Normandia, França

Após esta visita almoçámos e saímos com destino a Colleville-sur-Mer para visitarmos o cemitério americano, tendo ali estacionado num dos parques de estacionamento por volta das 14,30 horas.
O céu continua a apresentar-se nublado, com vento e com alguns chuviscos à mistura.


O “Cemitério Americano de Colleville-sur-Mer”, também chamado de “Cemitério e Memorial Americano da Normandia”, é um cemitério e memorial da segunda guerra mundial, localizado na vila de “Colleville-sur-Mer”, na Normandia em França e que homenageia as tropas americanas que morreram na Europa durante a segunda guerra mundial.
O cemitério está localizado numa encosta com vista para a praia de “Omaha Beach” que foi uma das praias do desembarque do “Dia D”, durante a invasão da Normandia. Ocupa uma superfície de 70 hectares com um comprimento de 1 Km e ali encontram-se 9.387 cruzes, ou estrelas para os combatentes judeus (estrela de David), tantas como os restos mortais de militares americanos mortos, a maioria dos quais foram mortos durante a invasão da Normandia e as operações militares que se seguiram na segunda guerra mundial. Entre os mortos que ali descansam 307 são desconhecidos.
Durante o desembarque do “Dia D” e a batalha da Normandia existiram numerosas vítimas entre as tropas aliadas e infelizmente nem todos os corpos dos soldados puderam ser encontrados, pelo que, a lista desses soldados mortos é de 1.557.
“O Jardim dos Desaparecidos” é delimitado por uma longa parede em arco composto por várias placas de lajes de pedra, sobre as quais estão gravados os nomes dos 1.557 soldados desaparecidos e cujos corpos não puderam ser identificados ou encontrados, assim como é o caso dos 800 soldados da 66ª Divisão de Infantaria que morreram com um ataque de torpedo.
Seguindo a alameda principal vamos até ao “Memorial” que é um monumento em forma de semicírculo no meio do qual se encontra uma estátua com 7 metros de altura e que representa, de maneira alegórica, “o espírito da juventude americana saindo das ondas”. Nas paredes do “Memorial” encontram-se mapas das operações militares e que retratam o desembarque na Normandia; as operações aéreas sobre a Normandia nos meses de Março a Agosto de 1944; o “Dia D”, 6 de Junho de 1944 com os desembarques e assaltos anfíbios e ainda as operações militares na Europa ocidental de 6 de Junho de 1944 a 8 de Maio de 1945.
Numa parte central existe uma pequena capela construída pelos EUA como uma lembrança de agradecimento aos soldados americanos que morreram durante os desembarques da Normandia e durante a libertação do norte de França. O altar é encimado por um vitral decorado com estrelas simbolizando os estados que compõem os Estados Unidos, e ao centro encontra-se uma estrela de David.
Também podemos ver num local estratégico com vista para a praia de “Omaha Beach”, uma “mesa de orientação” que retrata os desembarques na Normandia.
Como todos os outros cemitérios americanos existentes na França, para a primeira e segunda guerras mundiais, a França concedeu aos EUA uma concessão perpétua e especial à terra ocupada pelo cemitério, livre de qualquer encargo ou imposto para desse modo honrar as forças. Este cemitério é administrado pela “American Battle Monuments Commission”, que é uma agência independente do governo federal dos EUA, sob atos do Congresso que fornecem apoio financeiro para mantê-los, com a maioria do pessoal militar e civil empregado no exterior.

Vista do "Cemitério e Memorial Americano da Normandia"
em "Colleville-sur-Mer", França

"Cemitério e Memorial Americano da Normandia" e ao fundo a
capela, em "Colleville-sur-Mer", França

"Cemitério e Memorial Americano da Normandia" em
"Colleville-sur-Mer", França

"Cemitério e Memorial Americano da Normandia" em
"Colleville-sur-Mer", França

"Cemitério e Memorial Americano da Normandia" em
"Colleville-sur-Mer", França

"Cemitério e Memorial Americano da Normandia" em
"Colleville-sur-Mer", França

"Cemitério e Memorial Americano da Normandia" em
Colleville-sur-Mer", França

"Cemitério e Memorial Americano da Normandia" e ao fundo a 
capela, em "Colleville-sur-Mer", França





O tempo mais uma vez esteve sempre nublado, com alguma chuva e bastante vento.
Após esta visita saímos com destino à praia de “Omaha Beach” e pelo caminho vimos algum material de guerra que foi usado durante a segunda guerra mundial.






Prosseguimos a viagem até à praia de “Omaha Beach”.
"Omaha" era a praia mais fortemente defendida pelas tropas alemãs e o desembarque foi atribuído às tropas americanas, à 1ª Divisão de Infantaria em conjunto com as tropas da 29ª Divisão de Infantaria.
A forte resistência das defesas alemãs na praia de "Omaha" e a costa estava minada e coberta de obstáculos, tais como estacas de madeira e de metal, tripés, arame farpado, aliada às péssimas condições meteorológicas, ao estado do mar e à força das correntes marítimas as embarcações de desembarque desviaram-se mais para leste da posição que havia sido planeada e não conseguiram atingir a praia.
Os soldados tiveram de saltar para a água e caminhar em direcção da praia, cerca de 50 a 100 metros, muitas vezes com água até ao pescoço e sob um intenso fogo pesado de metralhadoras e morteiros das defesas alemãs. Com receio de atingir as lanchas de desembarque, muitos bombardeiros norte-americanos adiaram o lançamento das bombas e, como resultado, muitos obstáculos da praia de "Omaha" mantiveram-se intactos quando os homens desembarcaram. Apesar das péssimas condições do mar, os tanques de duas companhias do 741º Batalhão de Tanques, desembarcaram mas, muito longe da costa, contudo, 27 dos 32 tanques afundaram-se. Alguns tanques, apesar de avariados na praia, continuaram a efectuar fogo de cobertura até ficarem sem munições ou ficarem submersos com a subida da maré. Os problemas causados pela falta de limpeza dos obstáculos na praia levou a uma paragem dos desembarques às 08:30. Um grupo de contratorpedeiros chegou por volta desta hora para apoiar os desembarques através dos seus bombardeamentos. Sair da praia só era possível através de cinco ravinas fortemente defendidas, e, no final da manhã, apenas cerca de 600 homens conseguiu progredir. Ao meio-dia, quando o fogo da artilharia Aliada começou a controlar a situação e aos alemães começaram a ficar sem munições, as tropas norte-americanos conseguiram abrir alguns caminhos para sair da praia. Também começaram a limpar as ravinas das defesas inimigas de modo que os veículos pudessem seguir caminho. A pequena posição de controlo estabelecida na praia foi expandida nos dias seguintes, sendo os objectivos do Dia D para a praia Omaha atingidos apenas passados 3 dias.
As baixas das tropas americanas no desembarque na praia de "Omaha" foram muito grandes, mais do que em todas as outras praias de desembarque juntas.
Estima-se que nesse dia as baixas das tropas americanas no desembarque na praia de "Omaha", seja de perto de 3.000 soldados.
Devido ao elevado número de baixas a praia de “Omaha Beach” ficou também conhecida como “Bloody Omaha”, “Omaha Sangrenta”.
Hoje a praia de “Omaha Beach” apresenta um extenso areal com poucas marcas do desembarque.








O monumento / escultura localizado na praia de Omaha, “Les Braves”, “Os Bravos”, e está localizado no meio da praia de Omaha.
A placa com a explicação do monumento / escultura encontra-se no passeio da avenida da praia.
A placa apresenta uma mensagem do criador do monumento:
“Eu criei isso para honrar a coragem dessas pessoas:
Filhos, maridos e pais, que arriscaram suas vidas e muitas vezes sacrificaram                suas vidas com a esperança de libertar os franceses”.

O Monumento “Les Braves”, “Os Bravos”, consiste em três elementos:
As asas da esperança
De modo que a força que esses homens usaram em 6 de junho de 1944 continuará a inspirar e nos lembrar que é sempre possível mudar o futuro juntos.
Levante-se, liberdade!
De modo que o exemplo daqueles que se rebelaram contra a barbárie nos ajudará a permanecer firmes contra todas as formas de desumanidade.
As asas da fraternidade
De modo que esta onda de fraternidade sempre nos lembra de nossa responsabilidade para com os outros e com nós mesmos.
Em 6 de junho de 1944, esses homens eram mais do que soldados, eles eram nossos irmãos.

Monumento "Les Braves" na praia de "Omaha Beach", na
Normandia, França

Continuámos a nossa viagem até Port-en-Bassin-Huppain onde chegámos por volta das 15 horas. Ali fomos para a AS do parque do supermercado “Super U” onde já se encontravam mais 3 autocaravanas estacionadas.
Port-en-Bessin-Huppain é uma vila do departamento de Calvados na região administrativa da Normandia, França.
Port-en-Bessin-Huppain encontra-se localizada entre o mar e o campo, no coração das praias de desembarque da Normandia, entre as zonas de desembarque americanas, praia de “Omaha Beach” e britânicas, praia de “Gold Beach”.
Port-en-Bessin-Huppain foi o ponto de encontro entre as forças americanas e britânicas no dia 7 de junho de 1944. O 16º Regimento de Infantaria americano desembarcou no Sector Easy Red na praia de “Omaha Beach” e lutou ao longo das cidades costeiras para se unir ao 47º Comandos da Marinha Real, que lutaram ao longo do caminho da praia de “Gold Beach” até chegarem a Port-en-Bessin.
Os marines reais travaram uma batalha difícil para tomar a vila e suas fortificações orientais e ocidentais. Os fuzileiros navais reais finalmente tomaram a vila depois de lutar de casa em casa e derrubar as defesas do porto, que incluíam um barco antiaéreo da marinha alemã. O 16º Regimento de Infantaria tomou a parte da cidade chamada Huppain e libertou a área agora ocupada pelo Omaha Beach Golf Club.
Toda esta zona da Normandia foi muito fustigada durante a segunda guerra mundial.
Depois de instalados fomos até à vila e ao Posto de Turismo onde nos forneceram dados turísticos e mapas.
Seguimos algumas das indicações dadas e percorremos a vila a pé. O mar estava com grandes ondulações e o tempo continuava com muito vento e bastante frio.

Porto de "Port-en-Bessin-Huppain" na Normandia, França

Porto de "Port-en-Bessin-Huppain" na Normandia, França

Monumento aos que morreram no mar, erigido no cais do porto
em "Port-en-Bessin-Huppain" na Normandia, França

A pesca é a principal actividade e fonte de rendimentos da vila de “Port-en-Bessin-Huppain”, sendo considerado o principal porto de pesca artesanal na Baixa Normandia. As principais espécies pescadas são: a vieira, cação, beicinho, choco, sargo, robalo, bacalhau e linguado ou patim. A pesca artesanal é efectuada com arrastões que não excedem os 25 metros de comprimento.
A igreja de Santo André, “Église Saint-André”, com alguns elementos de estilo néo-romano, foi construída entre 1880 e 1898, pelo arquitecto Moutier, para substituir um antigo santuário do século XII.
O interior da igreja está repleto de votos de ex-marinheiros (barcos) e, na capela batismal, conservam-se alguns elementos da mobília da velha igreja, como uma marquise romana, três estátuas do século XIV e um tabernáculo do século XVII
A igreja encontra-se localizada junto ao porto de pesca e recebe regularmente eventos culturais e religiosos. 
A igreja de Santo André, “Église Saint-André”, encontra-se listada como Monumento Histórico.

Igreja de Santo André, em "Port-en-Bessin-Huppain" na
Normandia, França

Igreja de Santo André, em "Port-en-Bessin-Huppain" na
Normandia, França

Nave e altar da Igreja de Santo André, em "Port-en-Bessin-Huppain"
na Normandia, França

Altar da Igreja de Santo André, em "Port-en-Bessin-Huppain"
na Normandia, França

Igreja de Santo André, em "Port-en-Bessin-Huppain" na
Normandia, França

Vitral na Igreja de Santo André, em "Port-en-Bessin-Huppain"
 na Normandia França

Quadro com imagem de "Cristo" na Igreja de Santo André, em
"Port-en-Bessin-Huppain" na Normandia, França

Continuámos a visita até à torre de “Vauban” construída em 1694 e que tinha como finalidade de monitorar os corsários e prevenir possíveis invasões inglesas. Esta torre serviu também como depósito de munições.
A torre de “Vauban” encontra-se listada como Monumento Histórico.


"Torre de Vauban" em "Port-en-Bessin-Huppain", na Normandia,
França

"Torre de "Vauban" em "Port-en-Bessin-Huppain", na Normandia,
França

“Port-en-Bessin-Huppain”, tem muito mais para visitar mas as condições climatéricas, muito vento e frio, levou-nos a regressar à autocaravana e aproveitámos para entretanto também para efectuar algumas compras no supermercado.
À noite depois de termos lido alguma informação que nos haviam fornecido nos Postos de Turismo chegámos à conclusão de que seria preferível fazer uma visita ao “Overlord Museum” em “Colleville-sur-Mer”, pelo que amanhã voltaremos atrás para fazer essa visita. Esta visita não estava inicialmente programada mas sim uma outra visita a um outro museu.
Estacionamento e pernoita na AS do parque do supermercado Super U, (coordenadas N 49º 20’33”   W 0º 45’ 08”)
Percurso de Sainte-Mère-Église a Utah Beach, 23 Kms
Percurso de Utah Beach a Pointe-du-Hoc, 44 Kms
Percurso de Pointe-du-Hoc a Colleville-sur-Mer, 19 Kms
Percurso de Colleville-sur-Mer a Omaha Beach, e a Port-en-Bessin-Huppain, 10 Kms
Percorridos no dia, 96 Kms