terça-feira, 29 de maio de 2018

Espanha e França 2018
Dia 28 (29 de Maio de 2018)
(Saint Suliac – Saint Malo)
A noite foi muito chuvosa mas o tempo apesar de nublado está bom. É tempo característico de trovoadas.
Após o pequeno-almoço fomos ao Posto de Turismo solicitar mapas e informações turísticas e em seguida fomos até ao “Oratorio da Virgem de Grainfolet”.
 O “Oratorio da Virgem de Grainfolet”, “L’Oratoire de la Vierge de Grainfollet”, construído em 1894 apresenta nas suas fundações uma pilha de blocos de granito e quartzo da pedreira do Monte Garrot.
Os marinheiros que saíam a pescar para a Terra Nova, por um período de 8 a 9 meses, bem com as suas famílias, prometeram construir um oratório caso voltassem todos. Como isso aconteceu, marinheiros e familiares, mantiveram a promessa e durante várias semanas, os blocos de pedra foram trazidos em burros e nas costas dos homens de modo a executarem a construção do oratório e, desde essa altura, todos os anos no dia 15 de Agosto é feita uma procissão até ao oratório para venerarem a virgem.

"Oratório da Virgem de Grainfolet" em Saint-Suliac

"Oratório da Virgem de Grainfolet" em Saint-Suliac

É pena o tempo estar nublado pois de certeza que as vistas desde este local serão maravilhosas sobre toda a baía e mar que rodeia a Vila e também sobre parte da Vila.



A vila encontra-se organizada em torno do seu porto e da igreja, em ruas estreitas e sinuosas com as suas casas de granito. Algumas das ruas estreitas são chamadas de “ruetas”.








Continuamos a nossa visita nesta agradável Vila e que para nós foi uma interessante surpresa pois é um dos destinos que mais nos marcou pela positiva nesta viagem. As casas em si e esta baía são de uma beleza cativante e pode-se passear e estar com uma calma, sossego e descontração que cativa. Nesta Vila de poucos restaurantes e bares de praia junto da baía, uma boulangerie, dois atelieres, um de pintura e outro de artesanato mas apesar disso respira-se tranquilidade. É uma viagem que recomendamos.
Em seguida demos por finda a nossa visita e saímos em direcção a Saint-Malo e na passagem por Saint- Servan-Sur-Mer entramos numa gasolineira para tentar resolver o problema do gaz que se está a acabar.
Felizmente desta vez tivémos sorte, o que não havia acontecido momentos antes noutra gasolineira do Carrefour e conseguimos fazer a troca da botija de gaz portuguesa por outra botija francesa de 13 Kg, pagando apenas o valor do gaz propano, 35,90, o que é caro mesmo comparando com o valor que se paga em Portugal.
Chegados a Saint-Malo por volta das 11,00 horas, fomos primeiro ao Intermaché e depois ao Carrefour para comprar o redutor para essa botija. Almoçámos e procurámos ir para a AS que havíamos pensado só que, mais uma vez, devido às obras que estavam a ocorrer em algumas ruas não conseguimos entrar nessa AS e procuramos então um lugar para estacionar o que veio a acontecer próximo do casco antigo de Saint-Malo e próximo dos serviços da Polícia Municipal.


Saint-Malo é uma das principais cidades da Bretanha, cidade portuária, localizada no noroeste da França, no departamento de “Ille-et-Vilaine” com uma importante estação balnear, uma baía imensa, sendo considerada como uma das jóias da costa Esmeralda e também é conhecida pela “cidade dos corsários”, sendo actualmente um dos principais pontos turísticos da Bretanha.
As altas muralhas de granito do século XII, reconstruídas no século XVIII sob a direcção de Vauban, rodeiam o centro histórico, que outrora foi uma fortaleza para corsários (piratas aprovados pelo rei).
As muralhas e as construções militares defensivas foram reconstruídas após a 2ª guerra mundial, já que a cidade fortificada (Intra-Muros) havia sido destruída em Agosto de 1944, após um bombardeamento intensivo do exército do general Patton contra o exército alemão que havia tomada a cidade. A reconstrução efectuada demorou trinta anos e respeita a cidade antiga havendo muitos monumentos históricos reconstruídos mas também muitos desses monumentos históricos são os primitivos.
As muralhas estão classificadas como Monumento Histórico.

"Intra-Muros" a cidade fortificada de Saint-Malo

As muralhas da cidade fortificada "Intra-Muros" de Saint-Malo

As muralhas da cidade fortificada "Intra-Muros" de Saint-Malo

As muralhas da cidade fortificada "Intra-Muros" de Saint-Malo

Na primavera e no outono a baía de Saint-Malo recebe as maiores marés da Europa pelo que nessa altura um grande número de visitantes vem aqui admirar esse magnífico espectáculo.
A baía de Saint-Malo goza de um clima temperado muito oceânico e as temperaturas são atenuadas pela corrente do Golfo
Novamente depois de alguma chuva, fomos até ao casco antigo e entramos no Posto de Turismo a solicitar as informações necessárias e respectivos mapas.

Posto de Turismo de Saint-Malo

Em seguida entrámos no casco antigo chamado de “Intra-Muros”, através da porta de São Vicente, “Porte Saint-Vincent”. Esta porta, construída em 1708, é a principal porta de entrada no casco antigo.
A porta de São Vicente, “Porte Saint-Vincent”, apresenta na sua fachada dois escudos. O escudo da direita simboliza o “Ducado da Bretanha” e o escudo da esquerda ostenta o brasão da cidade.


"Porta de São Vicente", "Porte Saint-Vincent" na cidade fortificada
"Intra-Muros" de Saint-Malo

Brazão da cidade de Saint-Malo que se encontra na fachada
da Porta de São Vicente, "Porte Saint-Vincent"

Brazão que simboliza o "Ducado da Bretanha" que se encontra na
fachada da Porta de São Vicente "Porte Saint-Vincent" em Saint-Malo

Em seguida demos um passeio pelo casco antigo chamado de “Intra-Muros” apenas com a intenção de nos familiarizarmos melhor com esta cidade. À primeira vista este casco antigo “Intra-Muros” é algo fantástico.
 Passámos pela Praça do Peso do Rei “Place du Poids du Roi”, que é uma das principais praças do casco antigo “Intra-Muros” e que foi reconstruída após ter sido destruída pelas bombas americanas durante a 2ª guerra mundial. Da antiga praça apenas restam a escada esquerda para a muralha e o edifício do salão de trigo “Whest Hall”.



O acesso a esta praça era efectuado através da “Grande Porta”, “Grand Porte”, que era a entrada principal do porto. No ano de 1552 esta porta foi fortalecida com a colocação de duas torres. Por cima da entrada encontra-se uma estátua da Virgem e do Menino. Esta estátua “Nossa Senhora da Grande Porta”, Notre-Dame de la Grand Porte”, também apelidada de “Nossa Senhora dos Milagres”, “Notre-Dame des Miracles” é do século XV.

Grande Porta "Grand Porte" da cidade fortificada
"Intra-Muros" de Saint-Malo

Estátua da Virgem e Menino na "Grande Porta" da cidade
fortificada "Intra-Muros" de Saint-Malo


Grande Porta "Grand Porte", vista do exterior das muralhas,
da cidade fortificada "Intra-Muros" de Saint-Malo

Os carros carregados de mercadorias encontravam-se nessa praça e ali existia uma placa com as indicações das taxas a serem pagas de acordo com a natureza das mercadorias. Sob as escadas do lado sul da grande porta, uma fonte pública alimentava vários bebedouros para cavalos.
Continuámos até ao “Hôtel André Desilles”, cuja construção remonta ao primeiro trimestre do século XVII, tendo sido considerada como uma das mais belas da cidade e possui grandes fachadas elegantes e refinadas.
Muito danificado como todo o resto da cidade histórica em agosto de 1944 durante a segunda guerra mundial tendo as suas fachadas sido reconstruídas identicamente.
O “Hôtel André Desilles”, que hoje abriga a principal biblioteca municipal de Saint-Malo, é de grande interesse arquitetônico.
O “Hôtel André Desilles” encontra-se classificado como Monumento Histórico.


"Hôtel André Desilles" em Saint-Malo

A Capela Saint-Sauver “Chapelle Saint Sauver”, antiga capela do “Hotel-Dieu” cuja construção data de 1607 e entretanto destruída tendo sido reconstruída entre 1738 e 1744. Posteriormente queimada nos bombardeamentos da segunda guerra mundial, passou por grandes restaurações e foi reaberta em 1974 para abrigar exposições temporárias e eventos culturais.
Encontra-se classificada como Monumento Histórico

Fachada da "Capela Saint Sauver" em Saint-Malo

Nave e a exposição temporária cultural na interior da
"Capela Saint Sauver" em Saint-Malo

Nave e a exposição temporária cultural no interior da
"Capela Saint Sauver" em Saint-Malo

Escultura presente na exposição cultural na
"Capela Saint Sauver" em Saint-Malo

Quadro presente na exposição cultural na
"Capela de Saint Sauver" em Saint-Malo

Vários elementos na exposição cultural na
"Capela de Saint Sauver" em Saint-Malo

Passeámos um pouco descontraidamente por estas ruas, muitas delas paralelas e com passagem entre elas através de passagens abertas nos prédios.









Após o jantar saímos novamente para o casco antigo “Intra-Muros” e percorremos calmamente toda a zona das muralhas o que nos proporcionou uma realidade muito maior desta zona antiga e com umas vistas sobre a baía com os seus barcos atracados, barcos de cruzeiro, veleiros e outros barcos de gama alta e embarcações mais pequenas, as praias e as ilhas com as suas fortalezas.


Saint-Malo é uma das poucas grandes cidades da Bretanha que não aderiu à obrigatoriedade da língua Bretã no ensino e os locais públicos não possuem sinalização bilíngue ou em Bretão.
Nesta zona os estacionamentos existentes são todos a pagar mas pelo menos com valores nada altos, 8 horas são 3,60 €. Já chegámos numa outra cidade a um estacionamento em que o valor a pagar por 8 horas eram 23,00 €.
Estacionamento e pernoita numa rua junto da Policia Municipal e doca e próximo do casco velho (Intra-Muros), 20 minutos a pé, (coordenadas N 48º 38’ 49,9”  W 02º 0’ 41,3”)
Percorridos no dia 20 Kms

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Espanha e França 2018
Dia 27 (28 de Maio de 2018)
(Paimpol – Châtelaudren – Moncontour – Jugon Les Lacs – Saint Suliac)
A noite foi muito barulhenta relativamente a carros ligeiros e de madrugada foram os  veículos de limpeza e recolha de lixos. Existe outro parque de estacionamento mesmo ao lado mas já ficam mais distantes os pontos de recolha de lixos pelo que não deve ser tão perturbador como neste parque.
De manhã fomos colocar roupa a lavar nas máquinas automáticas que ficam mesmo em frente ao parque de estacionamento e no espaço do "Intermaché" e entretanto tomamos o pequeno-almoço.
Com tudo pronto deslocámo-nos ao Carrefour e ao Leclerc para ver se conseguia trocar a botija de gás portuguesa por outra francesa mas não tivemos sorte pois recusaram fazer a troca.
Temos de pensar em adquirir uma botija de gás pois a que temos em funcionamento deve estar a ficar sem gás.
Em seguida deslocámo-nos até Châtelaudren onde chegámos por volta das 9,30 horas.
Châtelaudren é uma vila localizada no departamento de “Côtes-d’Armor” na região da Bretanha. O nome deste departamento “Côtes-d’Armor” provém do bretão “Armor” que designa o litoral. Antes, chamava-se “Côtes-du-Nord”.
No cruzamento de rotas de comunicação essenciais na Bretanha, Châtelaudren sempre foi um lugar estratégico, um lugar privilegiado ao longo das margens do rio “Left” e com uma intensa actividade comercial e artesanal. 
O lago existente também foi responsável por fazer de Châtelaudren a segunda capital da indústria da moda francesa de 1920 a 1983. A revista “ Du Petit Echo de la Mode” instalou as suas obras de impressão, para aproveitar a energia hidroeléctrica do rio. No seu auge, trabalhavam ali nas várias publicações cerca de 250 pessoas. Padrões de vestidos impressos em folhas grandes de papel também foram impressos ali. Este exemplo de arquitectura industrial é agora um tesouro do património do século XX. O metal trabalhado, as máquinas de ferro fundido e a alvenaria criam um cenário impressionante para o que se tornou um centro de arte e turismo.


 


Châtelaudren encontra-se classificada na listagem das aldeias de carácter de França.
Esta listagem das aldeias de carácter de França tem como objectivo tentar valorizar a autenticidade e a diversidade do património de cidades pequenas, menos de 6000 habitantes, dotadas de um conjunto arquitetónico coerente e de qualidade.
Depois de termos estacionado num parque próximo dos serviços paroquiais, fomos ao Posto de Turismo solicitar informações turísticas e mapas. No Posto de Turismo depois de algumas informações foi-nos aconselhado visitar a Capela de “Notre-Dame-du Tertre” que é a verdadeiramente a “jóia” desta vila. Essa visita à capela tem visitas guiadas nos meses de Julho e Agosto. Fora do período de verão, as visitas são gratuitas e apenas temos de solicitar a chave da capela, na Câmara Municipal ou no Posto de Turismo. Essa chave é entregue para se efectuar a visita contra a apresentação de documento de identidade ou outro documento.
Foi-nos feita uma descrição pormenorizada da capela e após foi-nos entregue a respectiva chave para assim efectuar-mos a visita. A capela fica bastante próxima do Posto de Turismo, cerca de 5 minutos a pé.
A capela de “Notre-Dame-du Tertre”, também conhecida como a “Capela Vermelha” devido à cor dominante do teto, do coro e da capela sul, consistindo de painéis pintados, provavelmente por artistas de uma oficina itinerante.
Este incrível afresco composto por 138 pinturas, evocam cenas da Bíblia, o Velho e o Novo Testamento e as vidas de Santa Margarida, São Fiacre e Santa Maria Madalena.
A capela, cujas partes mais antigas datam do século XIV, foi remodelada e ampliada algumas vezes, durante o século XV.
A capela de “Notre-Dame-du Tertre”, encontra-se classificada como Monumento Histórico.

Capela de "Notre-Dame-du-Tertre" de Châtelaudren

Capela de "Notre-Dame-du-Tertre" de Châtelaudren

Nave e altar da capela de "Notre-Dame-du-Tertre"
de Châtelaudren

Retábulo do Rosário (data de 1673) e os painéis pintados 
da capela de "Notre-Dame-du-Tertre de Châtelaudren

Painéis pintados da capela de "Notre-Dame-du-Tertre de Châtelaudren

Nave com os painéis pintados e os pormenores dos dragões nas
 traves  da capela de "Notre-Dame-du-Tertre de Châtelaudren

Nave (com os painéis pintados) e o altar da capela
"Notre-Dame-du-Tertre" de Châtelaudren

Pormenores das figuras esculpidas nas madeiras do teto da
capela de "Notre-Dame-du-Tertre" de Châtelaudren

Figuras esculpidas nas madeiras do teto da capela de
"Notre-Dame-du-Tertre" de Châtelaudren

Dragões e outras figuras esculpidas nas madeiras do teto da capela
de "Notre-Dame-du-Tertre" de Châtelaudren

Dragões e outras figuras esculpidas nas madeiras do teto da capela
de "Notre-Dame-du-Tertre" de Châtelaudren

Figuras esculpidas nas madeiras do teto da capela de
"Notre-Dame-du-Tertre" de Châtelaudren

Figuras esculpidas nas madeiras do teto da capela de
"Notre-Dame-du-Tertre" de Châtelaudren

Figuras esculpidas nas traves de madeira do teto da capela de
"Notre-Dame-du-Tertre" de Châtelaudren

Após esta visita retornamos a chave no Posto de Turismo e prosseguimos a nossa visita
Na praça em frente à Igreja de Saint Magloire, havia uma feira com produtos hortícolas e frutas.



A antiga Igreja de Saint Magloire foi demolida em 1710 e a construção da actual Igreja iniciou-se em 1711.
É um edifício maciço e simples, o foi concebido para ocupar o melhor espaço apertado e disponível junto do espaço habitacional do bairro “Latino” “Quartier Latin”.
Na fachada da igreja encontra-se a seguinte inscrição “AEDIFICAVI DOMUM NOMINI DNI DEI ISRAEL” (eles construíram a casa para o nome do nosso Senhor, o Deus de Israel).
Interiormente a igreja é bastante rica incluindo retábulos e estátuas antigas do século VXIII de Yves Corlay, que é um arquiteto e escultor de grande renome.

Fachada da Igreja de "Saint Magloire" de Châtelaudren 

Fachada da Igreja de "Saint Magloire" de Châtelaudren

Nave e altar da Igreja de "Saint Magloire"de Châtelaudren

Altar da Igreja de "Saint Magloire" de Châtelaudren


Vitral na Igreja de "Saint Magloire" de Châtelaudren

O Bairro “Latino”, “ Le Quartier Latin” antigo bairro popular em torno da Igreja Saint Maloire ilustra a organização arquitectónica da vila, com suas ruas estreitas, praças e casas com telhados inclinados e curvos.





Dada por finda esta visita partimos para Moncontour tendo chegado por volta das 11,00 horas.
Moncontour , ou Monkontour em Bretão, situa-se no extremo oeste de França, no departamento de “Côtes d’Armor” na Bretanha.
A vila medieval de Moncontour, empoleirada no topo de uma colina, era uma vila fortificada e uma importante praça militar e ainda está cercada pelas imponentes muralhas dos séculos XIII e XIV.





Moncontour tinha a sua indústria na produção de berlingue (linho de lona e cânhamo) que exportava para a Espanha e as Índias, via portos de Saint Malo e Lorient.
Moncontour encontra-se classificada entre as aldeias mais belas de França e também se encontra classificada na listagem das aldeias de carácter de França.
Esta listagem das aldeias de carácter de França tem como objectivo tentar valorizar a autenticidade e a diversidade do património de cidades pequenas, menos de 6000 habitantes, dotadas de um conjunto arquitetónico coerente e de qualidade.
Estacionámos a autocaravana num lugar disponível à beira da estrada nacional e após o almoço saímos em direcção ao centro da vila, mais precisamente até à Praça Penthièvre. Esta praça apresenta vários edifícios, casas e hotéis privados dos séculos XVI e XVII, como a igreja de Saint-Mathurin  e o Hotel de Kerjegu, que é a actual Câmara Municipal “Hotel de Ville” que são um reflexo  do período florescente da produção do “Berlingue (linho e lona e cânhamo).

Câmara Municipal "Hôtel de Ville" de Moncontour

A Igreja de “Saint-Mathurin”, de estilo barroco do século XVI com um interior muito rico (seis janelas do século XVI também classificadas como Monumento Histórico e os diversos vitrais em que alguns retratam a infância de Cristo, e outros as vidas de alguns santos (Saint-Mathurin, Santa Bárbara, São João Batista) bem como a árvore de Jesse.
O campanário da igreja encontra-se revestido com ardósia e encimado por uma cúpula.
A Igreja de “Saint-Mathurin”, encontra-se classificada como Monumento Histórico.

Fachada da Igreja de "Saint-Mathurin" de Moncontour

Campanário da Igreja de "Saint-Mathurin"
de Moncontour

Nave e altar da Igreja de "Saint-Mathurin" de Moncontour

Altar da Igreja de "Saint-Mathurin" de Moncontour


Pia na Igreja de "Saint-Mathurin" de Moncontour

Imagem de Santo António na Igreja de "Saint-Mathurin"
de Moncontour


Vitral na Igreja de "Saint-Mathurin" de Moncontour

Encontramos casas tipo enxaimel e muitas das casas são construídas em granito e com características interessantes, pois apresentam nas suas paredes, tabuletas / sinais publicitários indicando o uso desse prédio, como exemplo, escola, creperie, banco, padaria, entre outros).

Tabuleta / placar publicitário indicando "Escola"

Tabuleta / placar publicitário indicando "Creperie"

Tabuleta / placar publicitário indicando "Padaria"

Tabuleta / placar publicitário indicando "Atelier municipal de obras"

Tabuleta / placar publicitário indicando "loja de roupas"

Tabuleta / placar publicitário indicando "Serviços Bancários"

Tabuleta / placar indicando "Bar"

Muitas das casas apresentam clarabóias notáveis, esculpidas em pedra e  portas frontadas esculpidas, varandas em ferro e muitas floreiras diversas. Muitas dessas casas são dos séculos XVII e XVIII.










Actualmente Moncontour é uma vila fortemente estimulada pelo turismo e em que apresenta uma vertente de turismo cultural muito rica e interessante  (festival medieval e festival de arte de rua) e os seus museus, “Maison de la Chouannerie et de la Révolution” e o Teatro do Traje “Théâtre du Costume”.
A “Maison de la Chouannerie et de la Révolution”, Casa da Chouannerie e da Revolução que se encontra a funcionar no edifício do Posto de Turismo e em que nos mostra os tempos e eventos da revolução francesa.
O “Théâtre du Costume”, o museu do Teatro do Traje, essencialmente é um museu de fantasias em que podemos ver chapéus, jóias e assessórios para cinema e teatro.


O "Théâtre du Costume" em Moncontour



Foto tirada à saída da “Porte D’en Bas em que vemos a parte baixa da vila de Moncontour.


Após esta visita em que não foi possível adquirir qualquer mapa turístico da vila uma vez que nessa hora da nossa visita o Posto de Turismo se encontrava fechado, saímos para Jugon-Les-Lacs, onde chegámos por volta das 15,00 horas.
Jugon-Les-Lacs, situa-se no extremo oeste de França, no departamento de “Côtes d’Armor” na Bretanha.
Jugon-Les-Lacs encontra-se localizada num pequeno vale, junto a dois rios, “Rosete” e “Arguenon” e com um longo e belo lago com uma extensão de quatro quilómetros, sendo por isso esta vila considerada um oásis no meio de um oceano de vegetação.
Jugon-Les-Lacs, encontra-se classificada na listagem das aldeias floridas de França e ainda na listagem das aldeias de carácter de França.
Esta listagem das aldeias de carácter de França tem como objectivo tentar valorizar a autenticidade e a diversidade do património de cidades pequenas, menos de 6000 habitantes, dotadas de um conjunto arquitetónico coerente e de qualidade.


Estacionámos numa rua à saída da Vila e começámos a nossa visita pela igreja de Nossa Senhora e Santo Etienne, “Église Notre-Dame et Saint-Etienne”, do século XII. Esta é a antiga igreja do convento beneditino de Saint Etienne, construída pelos monges de “Marmoutier”, ampliada durante o século XVI e reconstruída no século XIX.
Nesta igreja encontramos influência normanda através da sua torre lateral e também na torre sineira.
No recinto da igreja encontra-se um cemitério.
A igreja encontra-se classificada como Monumento Histórico.
Não foi possível efectuar a visita à igreja uma vez que a mesma se encontrava fechada.


Jugon-Les-Lacs, com a sua herança arquitectónica clássica dos séculos XVII e XVIII, suas casas de granito organizadas em torno da praça “Place du Martray”, lembra orgulhosamente o passado da vila e a prosperidade da época, um lugar fortificado pela água, em “Penthiève” durante a época dos Duques da Bretanha.




O hotel particular,  “Hotel Sevoy”, do século XIV, de estilo Luis XIII.



Enquanto passeava-mos descontraidamente pela vila de Jugon-Les-Lacs fomos tirando as fotos que colocamos abaixo.






Actualmente Jugon-Les-Lacs é considerada uma estância de férias na Bretanha, tendo um grande turismo relacionado essencialmente com a água e com as caminhadas com circuitos de diferentes níveis que cruzam o território bem como os passeios de lazer.


Após esta breve visita, já que a vila é relativamente pequena, saímos com destino a Dinan.
No percurso passámos por Plélan le Petit mas a AS de serviço estava avariada e com sinais de que a mesma deve estar desactivada á bastante tempo. Esta área de serviço é do supermercado Carrefour.
Continuámos a nossa viagem e chegados a Dinan encontramos um trânsito infernal, com várias ruas cortadas ao trânsito devido a obras e o estacionamento às autocaravanas está condicionado e regulamentado e como tal apenas pode ser feito nos locais para isso indicados.
Os locais possíveis para estacionar, encontravam-se fora de portas e muito longe pelo que, desanimados e contrariados, pois esta era cidade muito referenciada para a nossa visita, mas, optámos por retomar a viagem até Saint-Suliac onde chegámos por volta das 18,00 horas e já com alguma chuva
Durante a viagem começou a chover e esta manteve-se ainda durante bastante tempo.
Estacionámos no parque de estacionamento destinado às autocaravanas e que dista cerca de 200 metros ao centro da Vila.
Saint-Suliac, encontra-se localizada na “Costa Esmeralda”, na margem direita do estuário do rio “Rance”, na região da Bretanha. É uma vila portuária de pescadores do estuário do rio “Rance”, sendo uma das raras vilas / aldeias verdadeiramente marítimas desse estuário, entre Saint-Malo e Dinan.
O nome desta vila,”Saint-Suliac” tem origem no nome de um evangelizador eremita, do País de Gales, do século VI que ali se instalou onde agora é a actual vila que tem o seu nome.
Saint-Suliac encontra-se classificada entre as aldeias mais belas de França.


Após a chuva ter parado decidimos iniciar a nossa visita a esta vila, tendo percorrido a rua principal em direcção ao Posto de Turismo, o qual já se encontrava fechado.
As casas, muitas delas dos séculos XIV e XV, são em granito e como curiosidade muitas delas são adornadas nas fachadas com redes de pesca.

Posto de Turismo de Saint-Suliac

Fachada da casa adornada com redes de pesca em Saint-Suliac

Fachada da casa adornada com redes de pesca em Saint-Suliac

Fachada da casa adornada com redes de pesca em Saint-Suliac

Muro adornado com redes de pesca em Saint-Suliac

A igreja de Saint-Suliac, de estilo gótico, do século XII e XIV, é uma das igrejas mais antigas da Bretanha.
Não foi possível efectuar a visita à igreja já que a mesma se encontrava fechada.

Igreja de "Saint-Suliac" em Saint-Suliac

Igreja de "Saint-Suliac" em Saint-Suliac

Igreja de "Saint-Suliac" em Saint-Suliac

No recinto da igreja encontra-se um cemitério e na sua entrada existe um lindo portal em granito.






A igreja e o cemitério encontram-se classificados como Monumento Histórico.

"Mairie" de Saint-Suliac

















Estacionamento e pernoita no parque de estacionamento destinado ás autocaravanas  (coordenadas N 48º 34’ 13”  W -1º 57’ 59”)
Percurso de Paimpol a Châtelaudren, 35 Kms
Percurso de Châtelaudren a Moncontour, 46 Kms
Percurso de Châtelaudren a Jugon-Les-Lacs, 35 Kms
Percurso de Jugon-Les-Lacs a Saint-Suliac, 60 Kms
Percorridos no dia 176 Kms