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domingo, 10 de junho de 2018

Espanha e França 2018
Dia 40 (10 de Junho de 2018)
(Dieppe – Cayeux sur Mer – Le Hourdel)
Amanheceu novamente com alguma brisa fresca e o céu nublado.
Por volta das 9,00 horas passou na AS o(a) padeiro(a) e aproveitámos para comprar algum pão.
Após o pequeno-almoço saímos para ir visitar a capela de “Nossa Senhora da Boa Ajuda”, “Chepelle Notre-Dame de Bom-Secours”. Construída no ano de 1876, em memória aos marinheiros desaparecidos no mar e combinando estilos românicos, bizantinos e orientais. A Capela apresenta no seu interior as paredes revestidas com imensas placas de mármore em memória aos marinheiros desaparecidos no mar, sendo por isso um lugar de culto dedicado aos marinheiros.

Capela de Nossa Senhora da Boa Ajuda em Dieppe, França

Capela de Nossa Senhora da Boa Ajuda em Dieppe,
França

Nave e altar da Capela de Nossa Senhora da Boa
Ajuda em Dieppe, França

Altar da Capela de Nossa Senhora da Boa Ajuda em Dieppe, França

As paredes revestidas com placas de mármore em memória dos
marinheiros desaparecidos no mar, na Capela de Nossa Senhora
da Boa Ajuda em Dieppe, França

As paredes revestidas com placas de mármore em memória dos
marinheiros desaparecidos no mar, na Capela de Nossa Senhora
da Boa Ajuda em Dieppe, França

E em seguida descemos novamente para a parte central de Dieppe onde demos um passeio descontraidamente.
As ruas, a esta hora da manhã, apresentam-se desertas e também se tem de ter em consideração que hoje é Domingo.





Após esta visita a Dieppe demos por terminada a nossa incursão na Normandia e nas praias de desembarque que era outro dos nossos objectivos nesta viagem.
As expectativas que trazíamos relativamente à Normandia e praias de desembarque das tropas Aliadas durante a Segunda Guerra Mundial não saíram defraudadas pois tivemos o grato prazer de, durante esta visita, podermos acompanhar de perto todas as festividades e comemorações da designada “Batalha da Normandia”. Para  nós, o ponto alto destas festividades foi sem dúvida o ocorrido em “Sainte-Mère-Église”, com centenas de participantes / figurantes e respectivos veículos militares e acima de tudo a participação de toda a comunidade.
As designadas “praias de desembarque” com toda a sua história, os objectos e destroços que ali se encontram e que são visíveis mostram por um lado toda a bravura dos soldados das tropas “Aliadas” e por outro lado o horror vivido durante esses desembarques e batalhas e em toda a guerra travada.
Por fim não podemos esquecer os enormes cemitérios militares que visitámos com as milhares de campas de soldados, alguns deles na designada flor da juventude e que a “loucura” de toda esta guerra lhes ceifou as vidas.
O preço desta guerra é imenso, incalculável para a humanidade, desde as perdas de vidas humanas, civis e militares, até à destruição completa de vilas e cidades.
Por volta das 11,00 horas fizemos manutenção das águas da autocaravana, efectuámos o pagamento da AS e saímos com destino a Cayeux-sur-Mer e no percurso parámos em Etalondes para meter gasóleo na gasolineira do supermercado E.Leclerc, a 1.428 € por litro. Chegados a Cayeux-sur-Mer por volta das 12,15 horas, verificamos existirem muitos condicionalismos de circulação automóvel.
“Cayeux-sur-Mer” encontra-se localizada no departamento de “Somme” da região administrativa de “Altos da França”. Esta região administrativa de “Altos da França”, “Hauts-de-France”, inicialmente chamada de “Norte-Passo de Calais-Picardia”, é uma região francesa, criada após a reforma territorial em 2014, mas que apenas entrou em funcionamento em 01 de Janeiro de 2016. A região “Altos de França” faz fronteira com a Bélgica no nordeste, Canal da Mancha no noroeste com as regiões francesas de “Grande Leste” no sudeste, “Ilha de França” no sul e “Normandia” no sudoeste.
“Cayeux-sur-Mer” aninhada na “Baía de Somme” é uma estância balnear na costa da “Picardia” com cerca de 14 kms de costa. A história de “Cayeux-sur-Mer” está intimamente ligada ao mundo do mar através da pesca, no entanto desde o século XIX a economia cresceu significativamente graças ao seu turismo balnear incluindo também actividades como o “kite-surf” e a vela.  
Após termos estacionado num parque localizado numa das saídas da vila dirigimo-nos para o centro da vila e ali deparámos que na rua principal estava a decorrer uma feira, com venda de artigos usados, artesanatos, roupas, calçado, frutas, legumes, comidas, etc.




"Hotel de Ville" de Cayeux-sur-Mer, França

A Igreja de São Pedro, “Saint-Pierre”, em tijolo vermelho, de estilo neo-românico foi construída entre 1900 e 1902. Um poderoso campanário abriga o pórtico de entrar e o portal é encimado por uma roseta.
Não foi possível visitar a igreja uma vez que a mesma se encontrava fechada.

Igreja de São Pedro em "Cayeux-sur-Mer", França

Igreja de São Pedro em "Cayeux-sur-Mer", França

Após termos passeado um pouco pela vila saímos para uma AS um pouco mais afastada e junto a praia, cerca de 3 kms.
Após termos almoçado saímos em direcção a “Le Hourdel” onde chegámos por volta das 15,30 horas e ali estacionámos num parque destinado às autocaravanas onde já se encontravam cerca de 25 autocaravanas.


“Le Hourdel” é uma aldeia da comunidade de “Cayeux-sur-Mer” e encontra-se localizada a sul da “Baía de Somme”.
“Le Hourdel” com o seu emblemático farol branco e verde marcam a entrada da “Baía de Somme”.
Depois de devidamente instalados saímos a pé para o centro da vila que fica a cerca de 900 metros deste parque.
Esta vila é pequena com algum, pouco, comércio na rua principal pelo que o passeio a dar é curto.



O pequeno porto de "Hourdel", França, com a maré baixa

Nestas zonas existem muitos percursos assinalados para serem feitos quer a pé quer de bicicleta e temos visto bastantes pessoas a fazerem caminhadas. Também vemos muitas pessoas a caminhar à beira mar com binóculos e máquinas fotográficas com tripés, próprias para fotografar a natureza, fauna e flora.



Nesta nossa visita encontra-se a maré baixa pelo que a zona de praia está completamente coberta de seixos de pedras, e existindo apenas poucos espaços de areia.




Aqui também podemos ver um dos “Blockhaus”, do tipo “Casemante R612”, que fazia parte da designada “Muralha do Atlãntico”.
“Blockhaus” é um pequeno fortim isolado, formando um único edifício, construído (neste caso) em betão e que tinha como finalidade servir de reduto defensivo.
A “Muralha do Atlântico”, “Le Mur de L’Atantique” foi uma linha de defesa das tropas alemãs, erguida na Segunda Guerra Mundial e que se estendia desde a fronteira franco-espanhola até à Noruega.




Um dos "Blockhaus" do tipo "Casemate R612" na praia de
"Le Hourdel", França


*

Hoje entramos em zonas localizadas na designada “Baía de Somme”. A “Baía de Somme” com 7.200 hectares, é um grande estuário na Região da Picardia da França. A baía drena seis rios para o Canal da Mancha, principalmente o rio Somme.
Quando a maré está baixa a baía é caracterizada por áreas largas e planas de pântano e areia.
A baía apresenta uma grande variedade de espécies marinhas, mamíferos e pássaros, sendo muito conhecida pela sua riqueza ornitológica.
O Parque Ornitológico de Marquenterre, localizado na Reserva Natural da Baía de Somme, é um paraíso para as aves selvagens e é o maior parque ornitológico da França. Esta área natural de 250 hectares, composta por pântanos, dunas e florestas, é um local favorito para as aves migratórias, como a espátula comum, a garça-pequena e o brant de cara branca.
Aqui, na ponta de “Le Hourdel”, também se encontra a maior colónia de focas marinhas de França pelo que é muito conhecida pela observação das focas.
O “jet-ski” é proibido durante todo o ano na “Baía de Somme”.
A “Baía de Somme” encontra-se classificada entre as baías mais bonitas do mundo.
Estacionamento e pernoita num parque de estacionamento destinado ás autocaravanas, (coordenadas N 50º 12’ 51.4”  E 01º 33’ 08”)
Percurso de Dieppe a Cayeux-sur-Mer, 57 Kms
Percurso de Cayeux-sur-Mer a Le Hourdel, 7 Kms
Percorridos no dia, 64 Kms

sábado, 9 de junho de 2018

Espanha e França 2018
Dia 39 (09 de Junho de 2018)
(Fécamp – Veules les Roses - Dieppe)
Após o pequeno-almoço fomos dar um passeio a pé pela vila percorrendo as ruas que ainda se encontravam com poucos turistas dado ser ainda um pouco cedo.
Passámos pelo “Palácio Beneditino” que é um edifício que combina os estilos neo-gótico e neo-renascentista, construído no final do século XIX em Fécamp por Alexandre-Prosper Le Grand, um comerciante de bebidas que fez uma fortuna inventando e comercializando o licor beneditino.
O edifício abriga a fábrica (destilaria) bem como as suas caves e o museu que conta a história do licor “Bénèdictine” e o processo de produção.
“Bénèdictine” é um licor francês que começou a ser produzido no ano de 1510 na abadia dos monges Beneditinos em Fécamp. Os monges dessa abadia guardaram sigilosamente a receita, mas durante a Revolução Francesa a abadia foi saqueada e a fórmula (receita do licor) ficou desaparecida até ao ano de 1863, altura em que a mesma foi parar às mãos de um comerciante local.
Não nos foi possível efectuar a visita a este local uma vez que o mesmo ainda se encontrava fechado.

"Palácio Beneditino" em Fécamp, França

Continuámos a nossa visita e fomos à igreja de Santo Estêvão “Saint Etienne”, do início do século XVI, de estilos renascentista ao néo-gótico. A igreja foi erguida no local de uma igreja românica, que se tornara pequena demais dado ser a igreja privilegiada dos marinheiros de Fécamp uma vez que o seu local dominava o porto. Interiormente podemos observar uma série de telas acima das arcadas da nave bem como retábulos de madeira esculpida nas capelas e não esquecendo os vários vitrais e as pinturas monumentais do coro e que datam do século XIX.

Igreja de Santo Estevão "Saint Etienne" em Fécamp, França

Nave e altar-mor da Igreja de Santo Estevão "Saint
Étienne" em Fécamp, França

Altar-mor da Igreja de Santo Estevão "Saint Etiene"
em Fécamp, França




Continuámos o nosso passeio …






Após esta breve visita saímos com destino a Veules-les-Roses, onde chegámos por volta das 12,00 horas, depois de ainda no percurso termos parado em Saint Valery para fazer-mos umas compras no supermercado Eleclerc.
Veules-les-Roses é uma das mais antigas aldeias do “Pays de Caux”, situada no cantão de Saint-Valery-en-Caux, do departamento de “Seine-Maritime” da região administrativa da Normandia.
Aninhada desde o século IV no vazio de um vale que leva ao mar, “Veules-les-Roses” é atravessada pelo menor rio de França, o rio “Veules”, encontrando-se cercado por moinhos e belas casas de estilo enxaimel. 
As últimas estatísticas demográficas do ano de 2015 referem uma população de 586 pessoas.
Apenas como curiosidade referir que o nome “Veules” deriva do antigo saxon “Well”, significando um ponto de água.
Veules-les-Roses encontra-se classificada entre as mais belas aldeias de França.
Estacionámos numa rua à entrada da vila e fomos ao Posto de Turismo solicitar informações turísticas e mapas.

Posto de Turismo de Veules-les-Roses, França

Após o almoço começámos a nossa visita a esta vila e seguindo o percurso aconselhado nos mapas, o qual se encontra devidamente assinalado e comentado. Este percurso com a extensão de 1.149 metros permite descobrir a história e o património da vila ao longo de uma caminhada cheia de charme.



Esta vila é de uma beleza impressionante e ao longo da nossa visita verificámos a quantidade de turistas que também se passeavam descontraidamente e saboreavam momentos de rara beleza.


"Moinho Anquetil" em Veules-les-Roses, França




"Moinho do Mercado" em Veules-les-Roses, França


A Igreja de São Nicolau “Saint Nicolas”, segunda paróquia de Veules-les-Roses, foi construída no ano de 1095 e havia mantido o título de antiga capela de São Pedro, patrono dos pescadores.
Esta igreja entretanto foi demolida no ano de 1821.


Podemos ainda ver, no antigo cemitério de São Nicolau, uma bela cruz imitando os calvários bretons.



Continuámos o percurso até à Igreja de São Martinho “Église Saint Martin”, reconstruída em grande parte durante o século XVI apresenta também alguns elementos de finais do século XII e início do século XIII, tais como a torre do sino.
O mobiliário interior e ornamentação são do período da renascença. O órgão data de 1628 e ainda se encontra em funcionamento.
A Igreja encontra-se classificada como Monumento Histórico.

Igreja de São Martinho "Église Saint Martin" em Veules-les-Roses,
França

Nave e altar-mor da Igreja de São Martinho, "Église Saint Martin"
em Veules-les-Roses, França

Altar-mor da Igreja de São Martinho "Église Saint
Martin" em Veules-les-Roses, França

Altar-mor da Igreja de São Martinho "Église Saint
Marin" em Veules-les-Roses, França



Pia Baptismal da Igreja de São Martinho "Église Saint
Martin" em Veules-les-Roses, França



Pia Baptismal da Igreja de São Martinho "Église Saint 
Martin" em Veules-les-Roses, França





Outras fotos











Dada por finda esta visita saímos para Dieppe onde chegámos à AS ao fim da tarde.
Esta AS fica central, a cerca de 10 minutos a pé do centro da vila e junto ao porto.

Área de Serviço de Autocaravanas em Dieppe, França

"Porto" de Dieppe, França

Dieppe pertence ao “Pays de Caux”, é uma cidade costeira situada ao longo da Costa do Alabastro, na costa do Canal da Mancha, e na foz do rio Arques, no departamento de “Seine-Maritime” da região administrativa da Normandia.
Abrigada por dois altos penhascos a cidade se estende dos dois lados do rio Arques e o seu porto marítimo localizado no centro da cidade, permite acomodar grandes navios. A pesca, e com grande importância para a pesca do bacalhau, sempre foi um comércio muito importante para a cidade. Muitos barcos partiram do porto de Dieppe para explorar e comercializar em África e nas Américas. Nessa altura o comércio em especiarias e marfim prosperou imenso e os corsários de Dieppe atacavam regularmente as embarcações inglesas. No início do século XIX tornou-se numa afamada estância balnear e turística muito apreciada pelos ingleses e parisienses.
Durante a segunda guerra mundial em 19 de Agosto de 1942, ocorreu a “Batalha de Dieppe”, também conhecida como “Operação Jubileu” ou “Operação Rutter”, que foi um ataque das tropas Aliadas ao ocupado porto de Dieppe com a finalidade de testar a força das defesas alemãs em torno de Dieppe. Este ataque, assalto, que foi uma tragédia, começou ás 05,00 horas da manhã e por volta das 10,50 horas as tropas Aliadas foram obrigadas a bater em retirada.
Cerca de 6.100 soldados, incluindo 5.000 canadenses, comandos britânicos e soldados dos países ocupados, foram apoiados por pelos esquadrões da Marinha Real Britânica e da Força Aérea Real (RAF). O objectivo era o de tomar o porto por um período curto, destruir as defesas costeiras, estruturas portuárias e todos os edifícios estratégicos das forças alemãs. Nenhum dos principais objectivos foi alcançado. As baixas aliadas foram consideráveis havendo quase 1.200 mortos (incluindo 907 canadenses), 2.340 prisioneiros, 119 aviões e o destroier Berkeley destruído. Em todas as praias os canadenses sofreram pesadas perdas e quando foram obrigados a retirar tiveram de deixar para trás os seus equipamentos, mas especialmente 3.000 soldados, mortos ou presos. Dois anos depois, em memória dos trágicos acontecimentos do ataque que custou a vida de muitos soldados canadenses, a honra de libertar Dieppe em 01 de Setembro de 1944 foi deixada para a 2ª Divisão do Canadá.

Área de Serviço de Autocaravanas em Dieppe, França

Depois de devidamente instalados fomos ao Posto de Turismo solicitar as habituais informações turísticas e mapas e após demos início à nossa visita começando precisamente pela “Grande Rue” que é a rua central e mais comercial.

Posto de Turismo em Dieppe, França






Igreja dedicada a “Saint-Rémy” foi iniciada no ano de 1522 e a sua fachada é marcada por uma dupla influência a do Renascimento através de referências à antiguidade (frontões, pilastras, colunas, etc.) e de igrejas contemporâneas, construídas em Roma, pela sua teatralidade e aparência imponente. Apresenta um coro gótico rodeado por capelas e já é percebido na decoração a influência do primeiro renascimento francês.

Igreja de Saint-Rémy" em Dieppe, França


Nave e altar-mor da Igreja de "Saint-Rémy" em
Dieppe, França

Santo "João Paulo II" na Igreja de "Saint-Rémy"
em Dieppe, França

Depois desta breve visita regressámos à AS.
Esta AS fica em 12 € por um período de 24 horas e já está incluída a utilização das águas, electricidade e ainda bicicletas)
Estacionamento e pernoita na AS de Dieppe, (coordenadas N 49º 55’ 47”  W 01º 05’ 11”)
Percurso de Fécamp a Veules les Roses, 44 Kms
Percurso de Veules les Roses a Dieppe, 26 Kms
Percorridos no dia, 70 Kms