sexta-feira, 27 de maio de 2016

Rias Baixas, Espanha 
Parte I 
Dia 2 (27 de Maio de 2016)
(Baiona - Vigo)
De manhã após o pequeno-almoço decidimos começar os nossos percursos seguindo as "dicas" do folheto informativo "Rotas de Interesse" fornecido no posto de turismo e cujos percursos não chegam a ultrapassar 1,30 horas de duração. 
Para isso iniciámos a visita à réplica da "Caravela Pinta". Esta réplica foi construída em 1993 e actualmente alberga o "Museu da Navegação que é um pequeno museu colombiano onde podemos encontrar elementos, tanto da cultura cristã como da indígena.
A Caravela Pinta era a melhor e mais rápida embarcação que integrou a expedição do almirante Cristóvão Colombo, na viagem que veio a descobrir o continente americano em 1492.
Para esta visita é necessário adquirir bilhetes de ingresso. O custo de cada bilhete é de 2 €.







Após esta visita fomos ver um mural de azulejos pintados que mostra as rotas efectuadas pela "Caravela Pinta" no seu regresso do descobrimento do continente americano.Este mural encontra-se no porto próximo do Posto de Turismo.


Também junto à Fortaleza de Monterreal (Castelo de Monterreal), encontra-se erguido o monumento "Encontro Entre Dois Mundos". Este monumento foi inaugurado no V centenário comemorativo da "Arribada de Pinzón" a Baiona em que foi dado a conhecer a descoberta do continente americano. Esta escultura realizada em granito, consta de cinco grupos que representam a Galiza, América, a emigração e o regresso, colocados em redor de uma grande esfera que simboliza o mundo e que contém no seu interior amostras de terra trazida dos 22 países ibero-americanos e depositada pelos seus embaixadores no dia da inauguração.



Seguidamente percorremos algumas das ruas empedradas e estreitas que formam a zona antiga de Baiona, com as suas casas em pedra ou granito e pudemos observar os muitos restaurantes e tasquinhas com imensas iguarias locais. Foi precisamente nessa zona que acabámos por almoçar num dos restaurantes ali existentes.












Após o almoço fomos efectuar a visita à Fortaleza de Monterreal (Castelo de Monterreal) também conhecido como Fortaleza de Monte do Boi e que ocupa uma superfície de 18 hectares. Encontra-se erguido à beira mar e incorpora elementos construtivos dos séculos XII ao século XVI. Actualmente encontra-se requalificada como Parador Nacional de Turismo (hotel de alta qualidade)






Por fim fomos visitar o monumento da Virgem da Rocha (Virgem da Roca). Pela sua concepção particular é provavelmente o monumento mais conhecido do município de Baiona.
Encontra-se construído em granito sobre uma enorme rocha e tem cerca de 17 metros de altura, representando a Virgem que sustem um barco na sua mão direita. A sua construção é em pedra com excepção da cara e das mãos que são em mármore branco.



Demos por finda a nossa visita e partimos com destino a Vigo mas antes passámos por Gondomar onde comprámos, numa gasolineira, um redutor e uma garrafa de gás propano da Repsol. Nos vários locais onde estivemos ninguém procedia à troca quer de redutor quer de vasilhame português.
Continuámos a viagem e chegámos a Vigo por volta das 16 horas, tendo estacionado num estacionamento de uma estação de lavagem de carros, localizado entre a Praça da América e Praça de Espanha, mais concretamente junto ao Centro Comercial Gran Via.


Depois de algumas informações recolhidas fomos a pé até ao "Parque Municipal Quiñones de Léon".
Actualmente é o maior parque da cidade de Vigo, uma área de lazer e verdadeiro pulmão verde da cidade.
Este parque também conhecido como "Parque de Castrelos" ou "Finca da Marquesa" ocupa aproximadamente 24 hectares em que se encontram, além do palácio e seus jardins históricos, espaços verdes, um auditório e áreas arborizadas.
O Palácio acolhe presentemente o museu Quiñones de Léon.
Não foi possível visitar o museu uma vez que o mesmo estava fechado, fora do horário de abertura ao público, pelo que visitámos os jardins que ocupam uma área aproximada de 5 hectares. Estes jardins ao estilo inglês, francês e roseiral, são da segunda metade do século XVII.








Terminada esta visita regressámos novamente à autocaravana para confeccionar a refeição e depois fomos conhecer ainda o centro comercial Gran Via.
Local de estacionamento e pernoita, N 42º 13.307'  W 08º 43.510'
Percorridos 36 Kms

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Rias Baixas, Espanha 
Parte I 
Dia 1 (26 de Maio de 2016)
(Vila Nova de Gaia - A Guardia - Baiona)
Decidimos fazer esta viagem com a intenção de visitar e conhecer um pouco das Rias Baixas em Espanha.
O percurso iniciado teve como primeira paragem a área de serviço para autocaravanas de Vila Nova de Cerveira para efectuarmos a respectiva manutenção de águas.
Após seguimos o nosso percurso e na passagem por "A Guardia" aproveitámos para nos deslocar-mos até ao "Monte de Santa Tecla", para ver-mos o "Castro de Santa Tecla".


No cume do monte além de um restaurante e algumas lojas de "recuerdos" pudemos também visitar a capela dedicada a Santa Tecla, bem como um museu arqueológico.


Do alto do monte temos umas vistas espectaculares, desde o rio Minho, a sua foz e o mar atlântico bem como algumas povoações de Portugal, Vila Nova de Cerveira, Caminha e outras e ainda algumas de Espanha.




O "Castro de Santa Tecla", "Trega" para os Espanhóis, é um castro e um sítio arqueológico, pertencente à cultura castreja.
Esta povoação castreja, identificada pelo que resta das construções em pedra, na sua maioria de forma circular, ocupa uma grande extensão em diferentes locais do monte.




Pudemos também apreciar ainda as "cabanas", de forma circular ou oval em que algumas apresentam ainda um vestíbulo de acesso. No interior, algumas também apresentam bancos e o pavimento em alguns casos é de terra pisada e em outros de laje.




Para se aceder ao castro é necessário comprar um bilhete de acesso que custa 1 € por pessoa.
Após esta visita confeccionámos a refeição na autocaravana e seguidamente iniciámos a descida do monte tendo aproveitado na passagem pela localidade da Guardia para meter carburante na autocaravana , nas bombas da Repsol e efectuarmos algumas compras no supermercado "Dia".
Em seguida iniciámos a viagem com destino a Baiona mas na passagem por Oia fomos visitar o mosteiro que casualmente se encontrava aberto para umas visitas já programadas de alguns turistas.




Esta visita foi possível apenas por breves momentos uma vez que as referidas visitas estavam a terminar e por isso o mosteiro voltou a ser encerrado.
Continuamos o nosso percurso pela estrada que serpenteia a costa e chegámos a Baiona por volta das 17 horas. Depois de algumas voltas à procura de local para estacionar acabamos por parar junto ao Posto de Turismo onde nos forneceram informações turísticas bem como mapas. Por gentileza também nos deram algumas "dicas" de possíveis locais para estacionarmos a autocaravana. O local escolhido para estacionamento foi junto à Praia de Santa Marta, que aliás fica muito central e no qual já se encontravam mais três autocaravanas.
Aqui em Baiona começa verdadeiramente a nossa visita às Rias Baixas.
As denominadas Rias Baixas situam-se entre Baiona e Finisterra. São as de maior extensão e as que, de maneira uniforme, se prolongam de sudoeste a nordeste. Trata-se das rias de Vigo, Pontevedra, Arousa, Muros-Noia e Corcubión.
As rias baixas caracterizam-se pelo seu tamanho grande em relação à Rias Altas galegas.
Depois de devidamente "acomodados" partimos para uma breve visita pelo "Passeio de Monte Boi" que circunda toda a "Fortaleza de Monterreal".


O "Passeio de Monte Boi" é talvez o trilho mais apropriado para apreciar e observar os confins marítimos de Baiona. Circunda grande parte da fortaleza, num percurso de quase 2 Kms que se inicia sobre a praia de A Cuncheira e conclui sob a Torre do Relógio da fortificação, junto à Porta Real, após preservar um corredor secreto. Durante este percurso podemos admirar algumas praias bem como as ilhas Estelas e Cies e ainda enseadas dispersas e tranquilas, algumas com acessos através de escadarias de pedra bem como dois nichos lavrados na parede da muralha, dedicados a Nossa Senhora das Angustias e a S. Telmo.



Terminado este passeio regressámos à autocaravana para confeccionar a refeição e posteriormente efectuamos descontraidamente uma visita a pé pela marginal.
Local de estacionamento e pernoita perto da praia de Santa Marta, N 42º 6.855'  W 08º 50.201'
Percorridos 198 Kms

domingo, 13 de março de 2016

XIII Feira Internacional das Camélias em Celorico de Basto
Dia 2 (13 de Março de 2016)
(Celorico de Basto - Castelo de Arnoia - Vila Nova de Gaia)

De manhã, após o pequeno-almoço, fizemos novamente uma pequeno passeio pela Vila e em seguida partimos em direcção ao Castelo de Arnoia. Ali chegados estacionámos junto à Capela de Santa Luzia.


O Castelo de Arnoia, também conhecido como “Castelo dos Mouros” ou “Castelo de Moreira”, ergue-se na povoação e freguesia de Arnoia, do concelho de Celorico de Basto.
Na estrutura do Castelo destacam-se quatro elementos defensivos: a torre de menagem, o torreão quadrangular, uma única porta e a cisterna ao centro da praça de armas.



O Castelo, classificado como Monumento Nacional em 1946, de construção românica, encontra-se localizado no alto de um cabeço montanhoso, em posição dominante sobre a povoação que outrora foi a sede do Concelho de Celorico de Basto, com Casa da Câmara, Pelourinho e Cadeia., a “Villa de Basto”.
O pelourinho, a casa das audiências e a botica lembram a movimentada antiga “Rua Direita” ao longo da qual se desenvolveu a povoação.





Pelourinho e ao fundo o Centro Interpretativo do Castelo de Arnoia
Apesar das novas competências na jurisdição do território e de algum dinamismo incrementado (notório por exemplo na construção de uma cadeia em 1586) as populações continuaram a espalhar-se além vila, já que o isolamento e a limitação do espaço impediam a expansão do seu tecido urbano.
Estes factores de grande isolamento da Vila viriam a originar a tomada de decisão de D. João V, que em Abril de 1719 atribuiu por provisão a transferência da mudança da sede do Concelho de Arnoia, para o lugar de Freixieiro em Britelo onde, dotada de acessos e novos edifícios públicos e privados, passa a denominar-se de Vila Nova do Freixieiro, hoje Celorico de Basto.
A memória da pequena Vila de Basto ainda persiste mas hoje é identificada como “Aldeia do Castelo”.
Após a visita ao Centro Interpretativo do Castelo de Arnoia voltámos ao Castelo com a companhia de uma funcionária do Turismo ali sediada e que nos fez uma narrativa cultural, histórica e turística quer do castelo quer da aldeia, bem como outros locais de interesse desse Concelho.

Vista da "Aldeia do Castelo" a partir do Castelo de Arnoia
Espigueiro na "Aldeia do Castelo"
Terminada esta visita regressámos de novo a Celorico de Basto para o almoço.
Nessa altura as ruas da Vila já estavam com imensa gente que ali se tinham deslocado para ver o cortejo das camélias.
Este cortejo é considerado o ponto alto destas festividades e é um desfile temático que envolve a participação do agrupamento de escolas e toda a comunidade, com centenas de participantes que saíram à rua com roupas inspiradas nestas flores.










No final deste desfile iniciámos a nossa viagem de regresso tendo passado pela área de serviço de Guilhufe, Penafiel, para a respectiva manutenção de águas da autocaravana.
*
Local de estacionamento em Celorico de Basto, próximo da Biblioteca Municipal
N 41º 23’ 37,62’’   W 08º 00’ 14,64’’
Local de estacionamento em Celorico de Basto, recinto da feira N 41º 23’ 33’’  
W 07º 59’ 53,71’’
AS de Guilhufe, N 41º 13’ 43’’   W 08º 18’ 56’’
Total de Kms realizados nesta saída: 249
*
As descrições de locais bem como de monumentos e/ou um pouco de história, são essencialmente recolhidas através de informação existente em sites de Turismo, incluindo as do Posto de Turismo, site da Câmara Municipal de Celorico de Basto e consultas na Wikipédia.