sábado, 12 de março de 2016

XIII Feira Internacional das Camélias em Celorico de Basto
Dia 1 (12 de Março de 2016)
(Vila Nova de Gaia – Celorico de Basto)

Chegados a Celorico de Basto por volta das 10,30 horas e como previsto fomos para o local de estacionamento que um colega autocaravanista havia referido e no qual já se encontravam mais 8 autocaravanas. Esse local fica próximo do Parque de Campismo e da Biblioteca Municipal.



Centro Bibliográfico e Documental

Depois de devidamente instalados fomos até ao centro da Vila de Celorico de Basto, para uma primeira impressão, e constatámos que era também o dia da feira semanal. O local da feira estava todo preenchido com as diversas tendas dos feirantes.


Passeámos um pouco pela Vila e fomos ao Posto de Turismo para obter mapas e informações sobre pontos de interesse a visitar. Seguidamente regressámos à autocaravana para preparar o almoço.
Após o almoço decidimos iniciar a nossa visita e dirigimo-nos para a Quinta do Prado, que era onde se centrava essencialmente toda a programação e eventos da festa da Camélia.


A Quinta do Prado era uma quinta de exploração agrícola, toda murada, constituída por diversas construções, casa principal, edifícios agrícolas, eira murada com pavimento em laje de cantaria, um espigueiro estreito e comprido de paredes aprumadas em corpo de madeira com ripado vertical, assente em mesa sobre pés de pedra, com mós circulares e com belíssimos jardins.


Na casa, de construção do século VIII e posteriormente remodelada no século XIX, podemos destacar na sua fachada virada para leste uma varanda corrida decorada com azulejos.


A XIII Feira Internacional das Camélias, de 11 a 13 de Março, é um dos ex-libris culturais e naturais de Celorico de Basto. 
Nesta feira podemos observar uma grande exposição e mercado de camélias, espantalhos floridos, murais de camélias, exposição de clássicos de automóveis, motorizadas, motos e bicicletas, tendas com artesanato, vinhos e diversos produtos ligados ás camélias, como chás, doçarias, licores, compotas, etc, bem como outras actividades culturais como música e teatro e desfiles de rua.





















 Na festa das camélias é muito importante o contributo e participação da população e estabelecimentos comerciais uma vez que os mesmos enfeitam os mais diversos espaços com camélias, associando-se deste modo ao evento.
Podemos ainda apreciar as variadas decorações nas ruas, com varandas e portas engalanadas com camélias e também espantalhos floridos.






Durante a tarde e após o término da feira semanal, aproveitámos para mudar a autocaravana para os estacionamentos existentes no parque onde estava a feira, isto à semelhança de outros autocaravanistas, uma vez que este local é mais central.   Aproveitámos o fim da tarde para percorrer a pé algumas das ruas da Vila e conhecer assim mais um pouco desta localidade.

Antigo edifício da Casa de Audiências, Tribunal e Cadeia
Típica fonte pública de espaldar integrada no vão de um arco adossado ao muro de granito que sustenta o antigo passeio público da Vila. A bica é encimada por uma cartela oval, ladeada por volutas em alto-relevo, com a inscrição da data da sua construção em 1772.


Á noite, apesar do frio que se fazia sentir, decorreu no largo da Casa do Prado, o animado concurso do desfile de vestidos de camélias, amplamente divulgado e o qual foi entusiasticamente acompanhado por bastante público que se mostrou rendido à criatividade e beleza dos vestidos que se apresentaram a concurso.
Este desfile permitiu a eleição da Rainha das Camélias.





Após este evento recolhemos à autocaravana para descansar, mas a proximidade com uma discoteca que esteve em funcionamento pela noite dentro, mostrou que a opção por este estacionamento não foi a mais correcta.


domingo, 25 de outubro de 2015

5º Festival da Castanha em Arouca
Dia 2 (25 de Outubro de 2015)
(Arouca - Vila Nova de Gaia)

Durante a manhã fomos ao Posto de Turismo solicitar informações sobre locais de interesse a visitar bem como alguns mapas e apenas a partir desse momento é que tomámos conhecimento dos vários pontos de interesse turístico que existem nesta região e que pensamos percorrer e visitar numa próxima viagem.
Aproveitámos para percorrer algumas das ruas e admirar algumas construções recuperadas.


Câmara Municipal de Arouca
Em seguida fomos até ao “Calvário de Arouca” que fica localizado a norte da Vila, e fica sobre uma imensa massa granítica, sobressaindo na sua parte mais elevada 3 cruzes, das quais a central tem a data de 1627. No centro, a encimar todo o conjunto tem um púlpito também em granito. As restantes cruzes da via sacra encontram-se espalhadas pelas diversas ruas da Vila.





O almoço foi novamente no Restaurante Pedagógico que funciona no refeitório do Mosteiro e que aproveitámos para saborear um delicioso prato de “rojões com castanhas em cama de legumes”.
Em seguida efectuamos a manutenção da autocaravana deslocámo-nos até ao monte da Senhora da Mó que se situa a cerca de 8 Km da Vila de Arouca e que se eleva a 711 metros de altitude.
Do seu cume temos uma vista panorâmica de todo o vale de Arouca, como ainda podemos observar a serra de Montemuro e o cume de São Macário, na serra de Arada.

Vista panorâmica desde o Monte da Senhora da Mó
No seu ponto mais elevado existe uma capela dedicada a Nossa Senhora da Mó, capela essa que se presume ser do século XVI.

Capela dedicada a Nossa Senhora da Mó
Em Arouca a Nossa Senhora da Mó é considerada advogada dos campos, das colheitas e dos animais e protectora contra as secas e as trovoadas.
Diz-se também que a Nossa Senhora da Mó tem mais seis irmãs, por igual número serem as ermidas de invocação mariana que se avistam da sua capela, localizadas nos montes em redor: Senhora do Monte, Senhora da Laje, Senhora das Amoras, Senhora do Castelo, Senhora Guia e Santa Maria do Monte.
Não foi possível entrar na Capela uma vez que a mesma se encontrava fechada tendo, após uma visita pelo local, empreendido a viagem de regresso.


As descrições de locais bem como de monumentos e/ou um pouco de história, são essencialmente recolhidas através de informação existente em sites de Turismo, incluindo as do Posto de Turismo, site da Câmara Municipal de Arouca, literatura do Círculo de Leitores e consultas na Wikipédia.

sábado, 24 de outubro de 2015

5º Festival da Castanha em Arouca
Dia 1 (24 de Outubro de 2015)
(Vila Nova de Gaia – Arouca)

Chegámos a Arouca por volta das 11 horas e dirigímo-nos para o parque de estacionamento da Feira, local onde está situada a área de serviço para autocaravanas.
Ali chegados verificámos a enorme quantidade de autocaravanas já ali estacionadas, ocupando a quase totalidade dos parques de estacionamento. Não foi fácil encontrar um lugar disponível mas depois de algumas voltas lá conseguimos o nosso objectivo, que era estacionar.
O 5º Festival da Castanha em Arouca pretende acima de tudo homenagear o castanheiro e a castanha e apresenta também muita música, danças tradicionais, mostras gastronómicas, venda de produtos regionais, workshops, tasquinhas, passeio de btt, etc.
Integrado no Festival da Castanha encontra-se o 2º Encontro Nacional de Autocaravanas de Arouca, organizado pelo Grupo Autocaravanista Português.


Em seguida aproveitámos um pouco para passear descontraidamente pela Vila e observar-mos o movimento de pessoas por entre as “barraquinhas” com diversos produtos que se encontravam instaladas ao longo da rua junto ao  Mosteiro de Arouca.



O Mosteiro de Arouca foi fundado na primeira metade do século X, considerado um dos mais ricos do país, pertenceu à Ordem de Cister, de estilo classicista romano.
No século XVIII um incêndio destruiu grande parte do Mosteiro e as obras de restauro e recuperação prolongaram-se por mais de 20 anos. Em 1935 sofreu um novo incêndio e a partir daí iniciaram-se novas obras de reconstrução. Actualmente tem vindo a ser alvo de obras de recuperação e restauro da responsabilidade do IPPAR e que visa modernizar o Museu de Arte Sacra que ali se encontra instalado. No Museu encontram-se objectos de culto, paramentos, peças de mobiliário, manuscritos litúrgicos e ainda peças raríssimas nas artes de escultura, pintura, tapeçaria e ourivesaria.
Os espaços com maior relevância do Mosteiro são o Museu de Arte Sacra, considerado um dos melhores no seu género em toda a Península Ibérica, a Igreja com os seus altares em talha dourada, o Coro das Freiras, os Claustros, o Refeitório e a Cozinha.
Ao almoço saboreámos um delicioso prato de “bacalhau assado com castanhas e legumes” no Restaurante Pedagógico que funcionava no refeitório do Mosteiro.

Mosteiro de Arouca
Na praça em frente do Mosteiro, localizada no centro histórico, encontra-se a Capela da Misericórdia com a sua torre sineira, encravada entre uma casa particular e o antigo edifício da Câmara Municipal. O interior da Capela é composto por um altar muito simples e o tecto "apainelado", pintado com cenas bíblicas da Paixão e a nave revestida de azulejos do século XVII.
Actualmente ali encontra-se também um espaço museológico ligado à arte sacra.


A chuva que começou por volta da hora do almoço manteve-se durante quase toda a tarde o que condicionou um pouco algumas visitas que pensávamos fazer.
Durante a noite um “grupo circense” efectuou um espectáculo de malabarismos de fogo ao mesmo tempo que grupos de concertinas percorreram as ruas proporcionando alguns momentos musicais.




domingo, 14 de junho de 2015

Festa da Cereja em Alcongosta, Fundão 2015
Dia 3 (14 de Junho de 2015)
(Belmonte – Fundão – Vila Nova de Gaia)

De manhã acordámos com chuva, aliás durante a noite esteve a chover e em algumas alturas a chuva foi com alguma intensidade.
Após o pequeno-almoço procedi à manutenção da cassete e em seguida partimos com destino ao Fundão, tendo estacionado no parque do Pavilhão Multiusos.
A chuva manteve-se durante quase toda a manhã pelo que apenas dei um pequeno passeio a pé por algumas ruas do Fundão.
Após o almoço e dado a chuva ter parado optámos por nos deslocar ao Posto de Turismo local onde nos forneceram informações turísticas e mapas e pudemos desde logo apreciar a Casa dos Maias que é um solar barroco do século XVIII.
É uma casa brasonada de dois pisos e a fachada principal que apresenta dois portais decorados, janela de peitoril com espaldar curvo e avental com vão em arco abatido.


Continuando pela Rua da Cale podemos admirar o “Chafariz dos Golfinhos”, cuja data de construção é do século XX. Este chafariz é em granito, delimitado por duas pilastras e encimado por frontão curvo e falso beiral. Apresenta duas bicas em forma de peixes cruzados que desembocam em taça concheada circular. Apresenta também um brasão esculpido com data de 1747.


Na Praça Velha podemos admirar uma estátua em homenagem ao director e fundador do Jornal do Fundão, o jornalista António Palouro.


Dado a chuva ter retomado e com alguma intensidade, regressámos à autocaravana e iniciámos a viagem de regresso pela estrada das beiras, estrada montanhosa e algo sinuosa mas com algumas paisagens espectaculares como aquela que pudemos admirar no miradouro e parque merendeiro e de lazer “Varandas de Avô”.
Deste pequeno miradouro em pedra com alguns bancos temos uma vista fantástica de natureza envolvente, enriquecida pela beleza patrimonial da vila de Avô e cujo amontoado de casas se vai alastrando pela encosta do monte até ás margens do Rio Alva e a Ribeira de Pomares.
A aldeia de Avô é considerada uma das mais belas localidades portuguesas, tendo por esse motivo sido escolhida a sua fotografia para capa do livro de arte “As Mais Belas Aldeias de Portugal”.




Após esta breve paragem continuámos a viagem de regresso tendo efectuado nova paragem em Estarreja onde jantámos e em seguida seguimos para Vila Nova de Gaia e na passagem por Grijó abastecemos de gasóleo no posto do Pingo Doce a 1,175 € o litro.
Local de estacionamento no Fundão, coordenadas, N 40º 08’ 15’’  W 07º 30’ 14’’
Percurso efectuado de Belmonte ao Fundão 39 Km
Percurso efectuado do Fundão a Vila Nova de Gaia 258 Km
Total de Kms realizados nestes 3 dias de viagem: 630
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As descrições de locais bem como de monumentos e/ou um pouco de história, são essencialmente recolhidas através de informação existente em sites de Turismo, incluindo os dos Postos de Turismo, complementada também por consultas na Wikipédia, e nos sites das Aldeias Históricas de Portugal, Rede de Judiarias de Portugal, Câmara Municipal de Castelo Branco e Junta de Freguesia de Alpedrinha.