sábado, 13 de junho de 2015

Festa da Cereja em Alcongosta, Fundão 2015
Dia 2 (13 de Junho de 2015)
(Alcongosta - Belmonte)

Após o pequeno-almoço saímos por volta das 10,00 horas tendo como destino Belmonte.
Chegados à AS de Belmonte já se encontravam ali mais 2 autocaravanas, uma francesa e outra inglesa.
Esta zona da AS é central, agradável pois fica inserida num pequeno parque verde com algumas estructuras de apoio, WC e zona para grelhar alguma comida, bem como parque de lazer para crianças. Existe ali ao lado um restaurante e um supermercado que se encontra a cerca de 5 minutos a pé.
Belmonte fica situada em plena Cova da Beira e com ampla vista sobre a encosta oriental da Serra da Estrela. A tradição diz que o nome Belmonte provém do lugar onde a vila se ergue, monte belo ou belo monte. Também há quem lhe atribua a origem de “belli monte”, monte de guerra.

Câmara Municipal de Belmonte

Belmonte terra natal do navegador Pedro Álvares de Cabral que em 1500 comandou a armada à Índia, durante a qual se descobriu oficialmente o Brasil.



A nossa visita começou pelo Castelo de Belmonte, construído no século XII num monte rochoso possuindo um traçado ovalado irregular e erguido em aparelho de pedra granítica.
O edifício, setecentista, que foi construído e incorporado à muralha ao lado da porta principal do castelo é onde funciona actualmente o Posto de Turismo.
Na fachada principal do castelo podemos ver um portal de arco de volta perfeita e no cimo desse arco encontra-se esculpida uma esfera armilar e o brasão de armas dos Cabral.
Este castelo medieval de estilo românico, ficou famoso por ter sido a residência da família Cabral, tendo aí habitado o navegador Pedro Álvares de Cabral.
O castelo está classificado como Monumento Nacional, encontrando-se aberto ao público e existindo na torre de menagem um museu com material arqueológico recolhido nas escavações arqueológicas que foram efectuadas.

Castelo de Belmonte e o edifício setecentista

Janela de estilo manuelino que se encontra numa das fachadas do Castelo de Belmonte

Após esta visita ao Castelo, optámos por almoçar num dos restaurantes locais, Restaurante O Brasão, local agradável e com uma ementa também com algumas especialidades de produtos locais. Na nossa refeição incluímos uma entrada de alheira com espinafres que estava algo deliciosa.
Após o almoço continuámos a nossa visita e nessa altura uns chuviscos fizeram-se sentir durante algum tempo.


A Igreja Matriz de Belmonte é de construção recente nos anos 40 do século XX, de vários estilos, com uma talha dourada neogótica.
Ali se encontra a imagem quatrocentista de Nossa Senhora da Esperança que dizem ter acompanhado Pedro Álvares de Cabral na viagem da descoberta do Brasil.




O Ecomuseu do Zêzere com função didáctica e pedagógica e que tem como objectivo transportar os visitantes para as várias realidades do rio, desde a sua nascente até à foz.
Da apresentação de cada troço constam os elementos da fauna e flora que são mais característicos.



O Museu dos Descobrimentos é um projecto interactivo, de sensações e afectos que transporta o visitante para uma história de 500 anos de construção de um País e da Portugalidade. Ao longo da exposição aborda-se a história dos descobrimentos portugueses enquanto elemento unificador dos Novos Mundos, a viagem da descoberta do Brasil, o desenvolvimento e a construção de uma nação irmã, a Portugalidade e muito mais.



O Museu do Azeite está instalado no antigo lagar da vila e recuperado para funções museológicas.
Desenvolve-se em três pisos, contando no exterior com uma área de lazer, com a preservação de um olival.
O principal objectivo é dar a conhecer aos visitantes as técnicas de produção do azeite e a importância que teve para a economia local.





A Igreja de Santiago e o Panteão dos Cabrais, estão classificados como Monumento Nacional.
A Igreja de Santiago e o Panteão dos Cabrais de arquitectura religiosa com características românica, gótica e apontamentos maneiristas, foi construída no ano de 1240 e estão classificados como Monumento Nacional.
No seu interior podemos observar vestígios de pintura a fresco e um Pietã do século XIV. Esta imagem gótica de Nossa Senhora da Piedade é uma escultura talhada num bloco granítico.
Nesta capela estão depositadas as cinzas de Pedro Álvares Cabral e outros da sua família.






A Sinagoga “Beit Eliahu”, Filho de Elias,encontra-se localizada numa das ruas da antiga judiaria e foi inaugurada em 1996.


O Museu Judaico de Belmonte é um museu que retrata a longa história da comunidade judaica na região, que resistiu a longos anos e séculos de perseguição religiosa. É o primeiro museu deste género em Portugal, localizado no último reduto da comunidade criptojudaica aí instalada por volta do século XV.
O museu expõe mais de uma centena de peças religiosas, do dia-a-dia e de uso profissional utilizadas por famílias hebraicas.




Hannukah, também conhecido como o "Festival das Luzes" e "Festa da Dedicação"
Não se conhece muito acerca da primitiva presença judaica em Belmonte, no entanto o contributo deles para a história da Vila é indiscutível, pela presença ainda na actualidade de uma comunidade de judeus, mas também pelos inúmeros vestígios deixados por comunidades anteriores.
Podemos por isso ainda observar pequenas casas de granito, com pequenas aberturas e com cruzes nas ombreiras das portas, sinal de que essas habitações eram habitadas por judeus.




Estacionamento e pernoita na AS de Belmonte, coordenadas, N 40º 21’ 49’’  W 07º 20’ 27’’
Percorridos 38 Km

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Festa da Cereja em Alcongosta, Fundão 2015
Dia 1 (12 de Junho de 2015)
(Vila Nova de Gaia – Fundão – Alpedrinha - Alcongosta)

Saímos por volta das 8,30 horas tendo como destino à  aldeia  de  Alcongosta, mas prevista a primeira paragem na AS de Oliveira de Azeméis para abastecimento de água. Ali chegados deparámo-nos com uma contrariedade já que não trazíamos um bocal ideal para a torneira o que nos impossibilitou o abastecimento da água.
Continuámos a viagem e na passagem por Albergaria-A-Velha abastecemos de gasóleo nas bombas da Repsol a 1,239 € por litro.
Continuando o nosso percurso voltámos a parar à entrada de Unhais da Serra para efectuar-mos o almoço a bordo da autocaravana e após retomámos a viagem até Alpedrinha com uma paragem no Hospital do Fundão para tratar de um problema surgido durante a viagem.
Após uns exames de Rx que a minha mulher efectuou, verificou-se que estava tudo bem, necessitando apenas de uma medicação. O susto passou e vamos continuar a viagem com alguma limitação, precaução e claro algumas dores.
Em Alpedrinha estacionámos no Largo da Capela de Santo António e começámos a nossa visita a esta vila que fica situada na encosta sul da Serra da Gardunha.
A Vila apresenta as suas casas típicas recuperadas, com as suas ruas sinuosas e com um grande património histórico, arquitectónico e social.



Iniciámos a visita pelo Pelourinho que é constituído por uma coluna de fuste octogonal de faces lisas a qual está assente numa plataforma de três degraus e capitel jónico.


Continuámos até ao Palácio do Picadeiro, de estilo barroco e que foi construído nos finais do século XVIII, tendo sido reabilitado e aberto como espaço museológico e cultural em 2009. Não o pudemos visitar por já estar fora do horário normal para as visitas.
Na fachada principal podemos ainda observar o brasão ali existente (brasão dos Correia da Silva).


À frente existe um pátio quadrado, chamado de picadeiro, apresentando ainda em cada canto do muro que delimita o pátio um obelisco com cerca de 4 metros de altura.


No muro do lado sul do picadeiro existem parapeitos com bancos laterais de onde se pode desfrutar de magnificas paisagens.


Este muro que é bastante alto dá para o Chafariz Real também conhecido por chafariz das Seis Bicas ou de D. João V.
Este chafariz construído possivelmente em 1714, todo ele em granito é constituído por um baluarte com três faces, cada uma com sua bica, das quais jorram água para um tanque comum. Por cima do baluarte está uma coroa que cobre as armas reais.


O acesso a estas bicas é feito por duas entradas com escadas de pedra que vão dar a um espaçoso átrio com bancos de ambos os lados. Ao fundo das escadarias encontra-se um grande tanque que recebe a água do outro por três bicas embutidas na parede. Este tanque é também chamado “tanque das bestas” pois era aí que elas iam beber. A água deste tanque corre, por uma bica, para um outro situado um pouco abaixo e que serve de lavadouro.



Uma das fontes mais antigas de Alpedrinha é a Fonte do Leão, da qual não se sabe ao certo a sua data.
Esta fonte tem quatro degraus e no cimo deles um pequeno patamar. Até 1898 tinha um tanque quadrado que depois foi substituído por uma concha de pedra. Tem uma escultura em relevo dum bicho qualquer com patas e rabo. Na boca tem uma bica de latão que outrora foi de ferro.


Esta Vila muito mais tem a visitar desde a Igreja Matriz, Igreja da Misericórdia e a calçada romana que ligaria Alpedrinha a Alcongosta, entre outros.

Igreja Matriz de Alpedrinha

Igreja da Misericórdia

Calçada Romana que ligaria Alpedrinha a Alcongosta
Após esta breve visita partimos para Alcongosta e ali chegados estacionámos num dos vários parques de estacionamento improvisados para receber os visitantes da festa da cereja.


Aqui a cereja é a rainha desta festa sendo a mesma servida em vários formatos, licor de cereja, sangria de cereja, pão de cereja, pastéis de nata de cereja, etc.




Alcongosta é uma típica aldeia serrana, bem no coração da Serra da Gardunha e sendo mais conhecida como “a terra da cereja”.




Aqui também podemos admirar as suas ruas algo inclinadas e o casario serrano.
Esta localidade também é muito conhecida devido à arte cesteira pois aqui ao longo de gerações fazem-se cestos, sendo este trabalho também uma parte estruturante do tecido económico, completando com naturalidade o trabalho da produção da cereja, que é a sua principal produção e ocupação.


Esta festa prolongou-se pela noite dentro apesar de se notar já algum frio.



Local de estacionamento em Alpedrinha, coordenadas, N 40º 05’ 47’’   W 07º 28’ 01’’
Estacionamento e pernoita em Alcongosta, coordenadas, N 40º 7.150’   W 07º 29.036’
Percorridos 295 Km

domingo, 14 de dezembro de 2014

Dia 3 - Dia do Autocaravanista - Fátima 2014

Dia 3 (14 de Dezembro de 2014)
(Fátima - Vila Nova de Gaia)

Pouco depois das 9,00 horas já havia alguns autocaravanistas que começavam a sair dos parques de estacionamento do Santuário.
Nós por volta das 10,30 horas também partimos com destino a casa mas com uma paragem prevista na AS de Lavos.

As de Lavos

As de Lavos

Chegados à AS de Lavos preparámos a refeição e após efectuámos os despejos das águas da autocaravana, tendo de seguida retomado a nossa viagem. Novamente optámos por fazer o percurso pela estrada nacional 109.
Nesta AS entretanto também haviam chegado mais duas autocaravanas, sendo uma delas de matrícula francesa e que continuava ali parada na altura da nossa partida.
Esta zona da praia, próxima da AS, está em obras de beneficiação, conforme as fotos mostram.



Chegámos a casa por volta das 17,00 horas após uma viagem descansada.
AS de Lavos , coordenadas N 40º 05’ 15’’    W 08º 52’ 22’’
Nesta viagem efectuámos 432 Km

sábado, 13 de dezembro de 2014

Dia 2 - Dia do Autocaravanista - Fátima 2014

Dia 2 (13 de Dezembro de 2014)
(Fátima)


Este dia foi intercalado sempre com a chegada de mais autocaravanistas aos parques do Santuário.





Após o almoço decidimos passear um pouco pelas ruas da cidade e deparámos com estas imagens alusivas ao presépio.




Por volta das 18,00 horas a Capela Morte de Jesus, local marcado para a celebração da missa oficial do Dia do Autocaravanista, a Capela já se encontrava com os lugares sentados completamente cheios, pelo que se foram acumulando as pessoas de pé nos lugares possíveis de modo a assistirem à missa. 
A Capela estava completamente cheia.
É de referir que a capacidade da Capela em lugares sentados é de 600 pessoas.
Após a missa as pessoas foram-se dispersando, algumas para as autocaravanas a fim de prepararem a refeição e outras aproveitaram e fizeram a refeição nos vários restaurantes que se encontravam abertos. Este foi o nosso caso e aproveitámos para saborear um arroz de pato à moda antiga.
Novamente a noite fria e como tal foi necessário ligar o aquecimento na autocaravana., em algumas ocasiões.
Estacionamento e pernoita, parque 6 do Santuário, coordenadas N 39º 22’ 44,47   W 8º 24’ 7,05

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Dia 1 - Dia do Autocaravanista - Fátima 2014

Dia 1 (12 de Dezembro de 2014)
(Vila Nova de Gaia - Fátima)


Imagem
Foto do "Portal Autocaravanista" 

Conforme já estava programado vamos participar no Dia Nacional do Autocaravanista que se vai realizar no Santuário de Fátima, amanhã, 13 de Dezembro de 2014.
Após o pequeno-almoço e depois de carregar o frigorífico com os alimentos necessários, dado que o restante equipamento já havia sido tratado no dia anterior, saímos por volta das 8,00 horas com destino a Fátima mas como primeira paragem da viagem em Estarreja, uma vez que decidimos fazer parte do percurso pela estrada nacional 109.
Optámos por parar na AS de Estarreja para fazer a manutenção das águas da autocaravana.
Na AS de Estarreja encontrava-se ali estacionada uma autovivenda.
Após a manutenção das águas seguimos calmamente a nossa viagem e depois de efectuadas algumas paragens técnicas chegámos a Fátima por volta das 11,30 horas.

Santuário de Fátima

Nos parques de estacionamento do Santuário já se encontravam muitas autocaravanas estacionadas e nós fomos para o parque 6 que também já estava com uma lotação bastante grande.
No estacionamento colocámos os calços niveladores de modo a que a autocaravana ficasse mais estável e preparámos a nossa refeição.


Após o almoço fomos percorrendo os estacionamentos e conversando com alguns autocaravanistas já nossos conhecidos.
Fomos até ao Santuário onde nos recolhemos um pouco nas orações e posteriormente percorremos algumas das ruas da cidade.
A noite estava algo fria pelo que ainda ligámos por alguns momentos o aquecimento na autocaravana.
AS de Estarreja, manutenção de águas, coordenadas N 40º 15' 14''   W 08º 33' 58''
Estacionamento e pernoita, parque 6 do Santuário, coordenadas N 39º 22’ 44,47''   W 8º 24’ 7,05''